quarta-feira, 9 de outubro de 2013

REGULAMENTAÇÃO INÉDITA PARA MANUTENÇÃO DE ELEVADORES E ESCADAS ROLANTES

Amanhã, 10, na antiga sede do CREA, em Porto Alegre, será apresentado o Projeto de Lei nº 6125/2013, de autoria do deputado federal Jerônimo Goergen (PP), que visa tornar obrigatória a conservação e manutenção de elevadores elétricos, esteiras e escadas rolantes instaladas em edifícios de uso residencial, comercial e de serviços públicos e privados. 

Leia, abaixo, a íntegra da notícia publicada no site do CREA:

"Em julho, fiscalização do CREA-RS em 2225 edificações do RS constatou que 314 locais estavam sem a documentação referente à instalação e manutenção destes equipamentos 

Devido à seriedade dos acidentes decorrentes da má conservação e/ou ausência de manutenção dos elevadores e escadas rolantes, o CREA-RS e a Associação Brasileira de Engenheiros Mecânicos (Abemec/RS) defendem a obrigatoriedade da realização destes serviços, por meio de legislação específica, para todas as edificações que disponham dos equipamentos.

Buscando esclarecer à sociedade e aos profissionais da importância desta demanda, nesta quinta-feira (10/10), as entidades irão conhecer o Projeto de Lei 6125/2013, de autoria do deputado federal Jerônimo Goergen, que está em tramitação. O PL dispõe sobre a obrigatoriedade de conservação e manutenção de elevadores elétricos, esteiras e escadas rolantes instalados em edifícios de uso habitacional coletivo, comercial e de serviços públicos ou privados.

Uma legislação para a área é uma reivindicação antiga dos profissionais e entidades da engenharia, com o objetivo de minimizar os acidentes, muitos deles fatais, envolvendo elevadores e escadas rolantes do país. A proposta, entre outras providências, institui o Relatório de Inspeção Anual dos aparelhos que, assinado por engenheiro habilitado, deverá ser entregue ao órgão fiscalizador do município. Pelo PL o não cumprimento implicará a imediata interdição do equipamento pelo poder público.

Fiscalização realizada pelo CREA-RS em 2225 edificações do Rio Grande do Sul no mês de julho constatou que 314 locais encontravam-se sem a documentação completa referente à responsabilidade técnica de empresas ou profissionais habilitados e com registro no Conselho para os serviços de instalação e manutenção periódica dos equipamentos de transporte vertical."

SERVIÇO: 
Dia: 10 de outubro
Hora: 13h30 às 15 horas
Local: Na sede antiga do CREA-RS (Guilherme Alves, 1010) – 5º andar - Porto Alegre/RS
Inscrições gratuitas pelo fone 51 3388.5896 ou rsvp@criacaoeventos.com.br

terça-feira, 8 de outubro de 2013

A SAÚDE DO HOSPITAL TEM QUE SER PRESERVADA A QUALQUER PREÇO: PARTE II

Em continuidade a postagem anterior atrevo-me a apontar as causas que, a meu juízo, mantêm aceso esse contencioso que não é bom para a saúde do Hospital de Caridade de Santiago e muito menos para a saúde da população. 

Acredito que a primeira causa é que a população está mais exigente e consciente de seus direitos de cidadania, reivindica melhores serviços de saúde e resolutividade no atendimento do Sistema Público de Saúde e dos planos públicos e privados - SUS, IPE, Unimed, Pronto Saúde, Prefeitura Municipal, conveniados com o Hospital.

As pessoas perderam o temor de protestar, reivindicar e tensionar o tecido social. Há, em marcha, profunda revolução cultural em Santiago. São milhares de pessoas, de todas as idades, que tiveram acesso às universidades, nos seus diversos cursos de formação profissional. Amealharam conhecimento técnico, cientifico e humanístico que os tornam protagonistas de mudanças na forma de pensar, agir e conceber o tipo de sociedade em que querem viver. E os sinais se evidenciam com intensidade a cada dia, com as mais diversas manifestações que ocorrem nas redes sociais, nas ruas, nas instituições e nos espaços públicos, sem temores, com coragem e altivez.

A segunda causa é decorrente da imagem do Hospital perante a comunidade que, a meu juízo, não guarda coerência entre o que o HCS diz que é e oferece, em relação ao que realmente é e pode ofertar aos santiaguenses. Seus limites reais são ignorados pela mídia excessiva e propaganda, às vezes fantasiosa, criando, nas pessoas, expectativas de atendimento que sabidamente serão impossíveis de serem satisfeitas, mercê da limitação estrutural, técnica, instrumental, operacional e médica de atendimento disponível no conceituado nosocômio. A condição atual é ótima em relação ao que foi, mas ainda insuficiente ao que é necessário e demandado pela população!

E, por último, entre outras, a flexibilização dos padrões de gerenciamento administrativo que, dada à expansão da complexidade dos serviços, requer administradores em tempo integral. O atual administrador que imprimiu normas e procedimentos de gestão eficientes, com bons resultados para o Hospital e para a comunidade, hoje, ao que parece, estaria colocando em risco o patrimônio gerencial alcançado, em consequência da redução do seu tempo de dedicação ao Hospital, já que também cuida de outras atividades profissionais - consultorias para empresas, gestão de indústria privada - além de ter ingressado num partido político, com objetivos eleitorais. Essa nova condição assumida, claramente evidenciada em suas constantes exposições midiáticas e atitudes personalistas coladas ao Hospital, contribuem para desfigurar a imagem do administrador competente e configurá-lo como militante partidário que busca, através do relacionamento do Hospital, capitalizar dividendos eleitorais. Os usuários dos serviços hospitalares devem ser tratados isonomicamente, sempre, como pacientes e não como potenciais eleitores.

A pessoa do administrador tem todo o direito de cuidar de outros negócios e, mesmo, de militar e postular espaços de poder político na comunidade em que vive. Mas não tem o direito de, a meu juízo, como administrador, se valer do cargo que ocupa numa instituição comunitária, da natureza do HCS, para fazer proselitismo partidário.

Pessoalmente, tenho apreço pelo atual administrador, pois fomos colegas de aula, alguns meses, no curso de Direito da URI e, muitas vezes, conversamos no retorno das aulas, quando me trazia de carona no seu carro. O doutor Ruy Armando Gessiger, em seu blog, fez importante comentário sobre o HCS, onde, entre outras considerações respeitáveis, pergunta "-Se ... o Administrador do Hospital, que tem firmas lucrativas, que presta consultorias a várias empresas, achar que não vale a pena tanto stress e peça o boné? Concordo em parte, mas não se trata, aqui, de uma questão pessoal e individual, pois o administrador é contratado e remunerado pelo Hospital, deve, portanto, obediência funcional à Irmandade. É ela quem deve analisar a conveniência de manter ou não o administrador, avaliando seu desempenho e foco de suas ações nas rotinas internas; o tempo que efetivamente dedica à gestão do Hospital; e se suas atividades externas são compatíveis e não colidem com a postura requerida e com as cláusulas previstas no seu contrato de trabalho.

O Hospital de Caridade de Santiago é filantrópico, de utilidade pública e da comunidade, sua gestão tem que ser profissional e despartidarizada. Qualquer uso promocional impróprio, com fins estranhos às finalidades da instituição, pode acarretar prejuízos na prestação de serviços de saúde, além de provocar descontentamento e reação generalizada da população.

Penso que chegou a hora da Irmandade fazer valer o seu poder de decisão, pacificar o ambiente de hostilidade e recolocar a administração hospitalar nos seus verdadeiros trilhos. O hospital tem que estar sempre acima das divergências pessoais e políticas, pois é um bem permanente e insubstituível da nossa terra.

segunda-feira, 7 de outubro de 2013

A SAÚDE DO HCS TEM QUE SER PRESERVADA A QUALQUER PREÇO - I

Há algum tempo acompanho a evolução dos serviços de saúde ofertados pelo Hospital de Caridade de Santiago - HCS, instituição comunitária, sem fins lucrativos, filantrópico e dirigida por uma Irmandade constituída por um grupo de pessoas idôneas e representativas da nossa comunidade. Num determinado período de nossa história contemporânea acompanhei bem de perto e, nos últimos 16 anos mais de longe, é verdade. Essa importante instituição ombreia com o Hospital Militar da Guarnição de Santigo o atendimento de urgência, emergência e de internação hospitalar de praticamente todas as famílias de Santiago e municípios da microrregião.

Reconheço os méritos das atual Provedoria, cujo mandato já soma mais de uma década, de ter promovido significativos avanços na prestação dos serviços de atendimento médico-hospitalar, aquisição de novos equipamentos e serviços especializados; realização de procedimentos de maior complexidade até então somente disponíveis nos grandes centros de saúde (Santa Maria, Pelotas, Passo Fundo e Porto Alegre); qualificação profissional dos servidores e ampliação do corpo médico; além das reformas, adequações e ampliações nas suas instalações. O êxito destas transformações positivas que ocorreram se deve em muito à contratação de gestores profissionais - diretoria administrativa e diretoria técnica, que receberam autonomia e liberdade para modernizar a gestão, buscar recursos, negociar convênios com os governos municipal, estadual e federal, além de instituir um Plano de Saúde privado que, junto com os repasses mensais dos poderes públicos, carreiam recursos significativos, mensais, para o hospital, permitindo à Instituição realizar suas atividades rotineiras com relativa normalidade eficiência. 

O sucesso do Hospital se deve a uma conjunção de fatores importantes e complementares, uma boa gestão, aportes mais generosos de recursos públicos e privados mensais, receitas extraordinárias provenientes de emendas parlamentares e de outras verbas especiais, além das receitas provenientes de serviços e internações particulares. Portanto, o HCS atingiu um patamar de excelência relativa reconhecida pelos governos, pelas lideranças comunitárias e pelo próprio conjunto da população, mesmo com reconhecidas limitações e fragilidades, que são próprias de qualquer hospital de uma cidade de porte médio, como é o caso de Santiago

Mas por que motivo, nos últimos meses, se instalou uma verdadeira contenda de contestação, de informações e contrainformações entre setores da comunidade e a direção do Hospital, com defesas e acusações candentes de ambas as partes? 

Nas próximas postagens pretendo fazer algumas reflexões sobre o assunto.

CONCURSO PARA PROFISSIONAIS DA ÁREA AGROPECUÁRIA EM SC

A Empresa de Pesquisa Agropecuária e Extensão Rural de Santa Catariana – Epagri estará realizando Concurso Público, para diversos cargos da área agropecuária.Informações e inscrições serão feitas por meio do link http://epagri2013.fepese.org.br, até 11/11/2013.

As provas serão realizadas no dia 01/12/2013, em municípios do Estado de Santa Catarina.

EXEMPLO DIGNIFICANTE

Jorge Martins: Imagem Expresso Ilustrado
Jorge Martins foi eleito prefeito de São Vicente do Sul pelo reconhecimento e valorização de sua atividade profissional. A condição de prefeito é uma delegação concedida pelos eleitores para cumprimento de um papel temporário na comunidade em que se vive.

Terminado o mandato é justo que retorne às origens para fazer aquilo que sabe melhor na sua vida profissional.

Jorge Martins voltou à sua rotina normal com simplicidade, dedicação e executando as competências profissionais que lhes são próprias e lhe asseguram a sobrevivência econômica.

Todas as profissões são dignas, honradas e importantes na vida de qualquer comunidade, então por que estranhar se um ex-prefeito, ex-governador, ex-presidente ou ex-parlamentar, após findarem sua funções eletivas, voltem ao seu trabalho original com naturalidade e dignidade? As funções políticas são passageiras e, com toda certeza, não podem se tornar projeto de vida de ninguém! Valeu, Jorge Martins!

Jorge Martins: Imagem Google

sábado, 5 de outubro de 2013

NOTA DO PSDB SOBRE A DECISÃO DE MARINA SILVA

Nota do presidente nacional do PSDB, senador Aécio Neves (MG)

Senador Aecio Neves durante entrevista coletiva de imprensa 28 08 2013 Foto George Gianni
O PSDB considera que a decisão da ex-senadora Marina Silva de se manter em condições de participar das eleições de 2014, filiando-se ao PSB, é importante conquista do Brasil democrático.

É também uma reposta às ações autoritárias do PT, especialmente aos membros do partido que chegaram a comemorar antecipadamente a exclusão da ex-senadora do quadro eleitoral do próximo ano, com a impossibilidade de criação da Rede.
O PSDB acredita  que a presença de Marina Silva fortalece o campo político das oposições e contribui para o debate de ideias e propostas, tão necessários para colocar fim a esse ciclo de governo do PT que tanto mal vem fazendo ao País.
Senador Aécio Neves (MG)
Presidente nacional do PSDB


ALIANÇAS PROGRAMÁTICAS: EDUARDO CAMPOS E MARINA SILVA

Foto: Zero Hora
Marina Silva e Eduardo Campos 

As eleições presidenciais de 2014 ganham novo cenário a partir da aliança entre o PSB, partido que conta com mais de sessenta anos de existência e com seis governadores, senadores, deputados federais e estaduais na maioria dos estados, além de prefeitos e vereadores em centenas de municípios brasileiros e a REDE, organizado com diretórios em 17 estados e com comissões provisórias em cerca de 3 mil municípios, mas não obteve registro no Tribunal Superior Eleitoral por não atender a aspectos formais exigidos pela legislação eleitoral.

A filiação de Marina Silva ao PSB, em tempo hábil para participar do processo eleitoral de 2014, se constitui na grande surpresa no presente cenário político, especialmente para os partidos da base governista, PT e PMDB, que acreditavam ter uma vida mais fácil nas próximas eleições sem a candidata Marina.

O ato de assinatura da filiação partidária, que assisti por um canal de televisão, hoje, autoriza-me a dizer que os governistas devem, agora, se preocupar com o desdobramento do cenário eleitoral: Eduardo Campos é um bom candidato e com a adesão de Marina e da sua Rede deverão crescer muito os apoios ao projeto político do PSB. Os dados estão lançados e ninguém está eleito por antecipação.