sábado, 11 de janeiro de 2014

FRIGORÍFICO BELA UNIÃO: HISTÓRIA DE SUCESSO EMPRESARIAL EM SANTIAGO

Nas proximidades do 1º Lajeado, em Santiago, foi fundada, em 1978, a empresa denominada Matadouro Bela União, por iniciativa de um grupo de comerciantes e açougueiros locais liderados pelos senhores Antônio Reginato, Alberto Ritter, Hermes Perazzolo, José Flores Pereira, Lidemar Manganeli, Claro Terra e outros, com a finalidade de prestar serviços de abate e distribuição de carnes de bovinos, ovinos e suínos, para abastecimento do mercado de Santiago.  A medida foi necessária em função da desativação do Matadouro Municipal de Santiago, que funcionava no local onde hoje se localiza o parque de máquinas da Prefeitura.

A empresa prosperou, venceu inúmeras dificuldades burocráticas para legalizar as suas atividades comerciais, permanecendo como único proprietário o senhor Antônio Reginato, que conseguiu dar continuidade aos objetivos do empreendimento e, o que é digno de reconhecimento, organizar com mais de duas dezenas de empresários uma verdadeira rede de cooperação empresarial, singular no setor de carnes em Santiago e, acredito que também no Rio Grande do Sul. 


A visão estratégica de Antônio Reginato, sua experiência como um dos proprietários do tradicional Açougue Cruzeiro, de produtor rural dono da Agropecuária Bela União, aliada à credibilidade e correção pessoal foi fundamental para formar a rede de parceria com os principais empresários do setor de alimentação que atuam em Santiago. 

Posteriormente, alterou sua razão social para Frigorífico Bela União Ltda., em decorrência do ingresso de seu filho, como sócio, o engenheiro agrônomo Nardeli Reginato, garantindo assim a continuidade da empresa familiar e a energia vital indispensável para avançar e crescer no ramo industrial agropecuário.

Na atualidade o abatedouro está em expansão de suas atividades, visando ampliar a capacidade de abate para atender a demanda dos parceiros tradicionais e de novos oriundos de municípios da região. Os Reginato estão investindo mais de 400 mil reais de recursos próprios, em melhorias e reformas nas instalações em geral, desde plataforma de abate; nova câmara fria; aquisição de novos equipamentos para modernização dos processos de manipulação das carcaças e vísceras comercializáveis; facilitar e agilizar o descarte dos resíduos que são retirados diariamente por uma empresa especializada. Todas as ações estão sendo realizadas com orientação técnica especializada e em conformidade com a legislação federal, estadual e municipal que disciplina e controla os estabelecimentos do gênero.


A natureza dos serviços empreendidos pelo Frigorífico é regulamentada, aprovada e fiscalizada pela Inspetoria de Defesa Agropecuária da Secretaria da Agricultura, Pecuária, Pesca e Abastecimento do Rio Grande do Sul que, em Santiago, é de responsabilidade do servidor médico veterinário Gilberto Guerin, que garante a qualidade dos animais abatidos, mediante vistoria diária prévia na mangueira, com o descarte dos animais sem condições adequadas de sanidade e, logo após, realiza a inspeção clínica das carcaças e vísceras, conferindo ou não o atestado de sanidade para a carne e vísceras comercializáveis (coração, fígado, rim e língua), assegurando assim, a oferta de carne de qualidade para o consumo humano. É importante destacar que todos os resíduos, exceto o couro, são retirados no mesmo dia do abate, por uma empresa especializada, evitando assim a disseminação de insetos, maus odores e contaminantes para o meio ambiente. 

 O Frigorífico Bela União atende a mais de 25 empresas que possuem pontos de venda de carne em suas atividades comerciais em Santiago, compreendendo três grandes supermercados, dezenas de outros mercados de médio e pequeno porte, mercearias e açougues localizados em praticamente todos os bairros da cidade, além de também prestar serviços de abate para uma empresa que faz a distribuição de carnes no município de São Francisco de Assis. Portanto, os mercados e açougues da nossa cidade vendem carne diretamente para o consumo com o carimbo da inspeção sanitária estadual, o que assegura garantia de qualidade desde que as condições de conservação no interior dos pontos de venda também atendam às normas previstas na legislação vigente. A carne é produto altamente perecível, qualquer descuido com a higiene nas instalações internas dos pontos de venda, nos procedimentos de manejo e manipulação e no controle da temperatura dos balcões e câmaras frias, pode anular os cuidados adotados na origem do produto. A inspeção nos pontos de venda é de responsabilidade do Serviço Municipal de Vigilância Sanitária.

O procedimento empresarial padrão realizado pelo Bela União é de prestação de serviço especializado, que promove a integração do produtor rural com a rede varejista responsável pelo abastecimento direto da população, proporcionando agilidade e racionalização de custos na oferta de carne fresca de boa qualidade para o consumo doméstico.

Os comerciantes selecionam e adquirem os animais - muitos são criadores ou invernadores -, entregam na mangueira do Bela União, mediante a emissão da nota fiscal de produtor, o Bela União processa o abate, após as devidas inspeções sanitárias já referidas anteriormente, separa a carcaça em duas partes e, junto com as vísceras comercializáveis, armazena na câmara fria, pelo prazo de 24 horas. Após, é feita a entrega dos produtos nos pontos de venda dos respectivos proprietários dos animais, em caminhões frigoríficos da empresa. Esse sistema integrado de parceria e cooperação existe desde a fundação do Matadouro.

A receita do Bela União é proveniente da cobrança de uma taxa de serviço fixa por animal abatido, e da retenção do respectivo couro como complementação à remuneração dos serviços prestados.

Os dados fornecidos pela Inspetoria de Defesa Agropecuária Santiago registram o abate de 16.400 cabeças de bovinos em 2013. Deste total de animais inspecionados, o Matadouro Bela União foi responsável pelo abate de 8.085 bovinos e bubalinos, estes em pequena escala, sendo que 600 bovinos são procedentes de São Francisco de Assis, além de 1.015 ovinos e 314 suínos.

Segundo declarações dos proprietários do Bela União, a maior parte da carne consumida pela população de Santiago é de boa qualidade, em razão da existência de dois abatedouros sediados no município que são fiscalizados pelo Estado, embora também haja outros frigoríficos de fora que abastecem alguns supermercados, e o que eles destacam como muito importante, a concorrência existente entre os varejistas em oferecer a melhor carne para os consumidores, não somente no aspecto sanitário como também na qualidade em maciez, marmoreio e cobertura de gordura. Lembram, ainda, que há, por parte de seus clientes, uma criteriosa seleção dos animais que são enviados para o abate, o que assegura desde a origem a oferta de carne com excelente padrão de qualidade.

Quanto ao mercado clandestino de carne in natura, proveniente de animais abatidos sem os devidos cuidados sanitários e sem procedência conhecida, comenta o empresário que não se poder estabelecer quantitativos reais, pois há que se considerar que o autoconsumo de carnes de bovinos, ovinos, aves, e suínos também é muito significativo em Santiago, mas acredita que esse percentual de carnes sem origem conhecida não ultrapasse a 15 por cento.

Nos arquivos da Inspetoria Veterinária local, relativo ao ano de 2013, estão cadastradas 3.394 propriedades e 3.408 criadores de bovinos, além de 1.221 criadores de ovinos. E os rebanhos perfazem 199.797 bovinos e 77.971 ovinos no território de Santiago.  

quinta-feira, 9 de janeiro de 2014

ACINTE, DEBOCHE E DESRESPEITO AO POVO BRASILEIRO

Em meio a crise, Maranhão agora licita uísque escocês, champanhe e caviar

Em meio à crise nos presídios e na segurança pública do Maranhão, o governo Roseana Sarney (PMDB) abriu novo pregão de R$ 1,3 milhão para comprar itens como uísque escocês, champanhe e canapés de caviar para coquetéis e eventos oficiais.
O edital foi divulgado nesta quinta-feira (9) no site da Comissão Permanente de Licitação do Estado. A licitação está marcada para o dia 17. Procurada pela Folha, a assessoria de Roseana ainda não informou se vai se pronunciar sobre o caso.

Leia a íntegra da notícia no site da Folha de São Paulo acessando o link, abaixo:

quarta-feira, 8 de janeiro de 2014

COMUNICADO RELEVANTE - MUDANÇA DE FOCO

COMUNICADO RELEVANTE

A partir de 1º de março de 2014, o blog VERTICAL: Vulmar Leite passará a ter a denominação de COMUNIDADE VERTICAL perdendo a condição individual para ser um espaço de opinião, debates e divulgação de assuntos de interesse coletivo, especialmente no que diz respeito à comunidade de Santiago e região, onde moro. A responsabilidade pelo que for publicado continuará sendo minha, exceto matérias publicadas por autores credenciados e devidamente assinadas.

O espaço de diálogo com a comunidade não tem finalidade comercial, tão somente de aprofundar o debate sobre questões do cotidiano de interesse público, sem sensacionalismo, viés partidário e sempre em defesa do sagrado direito da livre expressão do pensamento e opinião.

Contaremos com jornalista responsável, colaboradores voluntários, articulistas eventuais e permanentes.

As matérias publicadas sobre questões de relevante interesse comunitário serão apresentadas em linguagem acessível, respeitosa e poderão abordar temas sobre educação, saúde, trabalho, segurança pública, economia, agricultura, pecuária, desenvolvimento social e econômico, artes, cultura, literatura, turismo, política e outros, através de textos, imagens e dados.


Santiago, 02 de janeiro de 2014


Vulmar Leite

terça-feira, 7 de janeiro de 2014

PRESENTE DE NATAL PARA OS BRASILEIROS? NÃO, PARA AS EMPREITEIRAS!

Artigo publicado no Estadão/Opinião, hoje, 07 de janeiro, diz que a presidente Dilma vetou dispositivos da Lei de Diretrizes Orçamentárias da União, que podem favorecer grandes empreiteiras na contratação de obras rodoviárias e da construção civil. Cada fez fica mais difícil combater a corrupção neste País. Leia o que diz o Estadão:

A mão pesada da presidente

Na véspera do Natal, quando o País todo estava olhando para o outro lado, a presidente Dilma Rousseff deu um presentaço a si mesma - e, de quebra, aos grandes grupos que fazem negócios com o setor federal. Eliminou sumariamente da Lei de Diretrizes Orçamentárias (LDO) para 2014, sancionada naquele dia, as referências de preços que há 14 anos figuravam no seu texto, como parâmetros para a contratação de obras rodoviárias e de construção civil. O assunto é árido, mas poucos hão de ser mais importantes quando estão em jogo as normas de controle dos gastos em infraestrutura do Estado nacional. Eis por que se faz necessário detalhar a história do que outra coisa não é senão uma demonstração da falta de limites da presidente - motivada, em derradeira análise, pelo desastre administrativo que é a marca de seu mandato.
Em regra, quando o Executivo define projetos nas áreas citadas, o seu custo é calculado segundo dois parâmetros. Um é o Sistema Nacional de Pesquisa de Custos e Índices da Construção Civil (Sinapi), com base em valores verificados mês a mês em âmbito nacional. Outro é o Sistema de Custos Referenciais de Obras Rodoviárias (Sicro) atualizado a cada dois meses. Essas tabelas são a primeira linha de defesa contra o sobrepreço das empreitadas. No governo Lula e nos anos anteriores do período Dilma, o Planalto tentou removê-las da LDO, mas recuou diante das resistências parlamentares. Mas, em abril passado, ao apresentar a sua proposta orçamentária para este ano, a presidente não apenas deixou de nela incluir os mencionados parâmetros, como, pior ainda, os alojou em um decreto.
Pior ainda porque, se ela realmente quisesse "perenizar", no jargão oficial, as referências - a LDO, afinal, muda de ano para ano -, poderia fazê-lo mediante projeto de lei. Mas, a intenção era outra, obviamente: afrouxar o controle dos gastos com obras, mediante mudanças que os decretos presidenciais proporcionam aos seus signatários. Dito de outro modo, a pretexto de superar a transitoriedade dos Orçamentos, Dilma degradou em decreto o que estava no bojo de uma Lei Complementar, como a LDO - o mais alto instrumento legal do País, abaixo apenas da Constituição e que exige maioria qualificada para passar no Congresso. Pois bem, quando a expurgada LDO de 2014 passou a tramitar, os parlamentares nela repuseram o conteúdo suprimido. E foi isso que a presidente vetou em 24 de dezembro, como se colocasse na árvore de Natal do gabinete um regalo inestimável para as empreiteiras que de há muito pressionam pela flexibilização dos parâmetros de referência do custo de obras.
Essa é uma possibilidade objetiva criada pelos vetos, ainda que a intenção de Dilma tenha sido, com toda a certeza, expandir o seu poder pessoal, no bojo de uma desesperada tentativa de atribuir a terceiros - no caso, o Parlamento - o notório fracasso de sua gestão. Não é a primeira vez que ela tenta remediar o irremediável neste governo aparelhado e, por isso mesmo, destituído de capacidade administrativa. Foi o caso do esperto Regime Diferenciado de Contratações (RDC) que conseguiu aprovar no Congresso em 2011, alegadamente para desburocratizar a execução das obras para a Copa e os Jogos Olímpicos. Não é preciso ser presidente da Fifa ou do Comitê Olímpico Internacional para saber a quantas desanda a infraestrutura para as competições. O sistema - um drible na Lei de Licitações - acabou sendo estendido para as obras do SUS e o PAC. Fez pouca ou nenhuma diferença para o programa. É o que não se cansam de mostrar os levantamentos independentes sobre o seu desempenho.
Os vetos natalinos de Dilma, que deixaram o campo completamente entregue às implicações do decreto de abril, inquietam o Tribunal de Contas da União (TCU). O seu presidente, Augusto Nardes, compara a peça a uma portaria "que eu aprovo e, a qualquer momento posso modificar". Ao contrário do que quer fazer crer o Planalto, o fato de serem complexos os índices que nela foram abrigados não os torna imunes à mão pesada da chefe do governo. Quem pode o mais, pode o menos, ensina o ditado. E o mais ela já fez, com característica soberba - para não falar em descaramento.
Fonte: 

sábado, 4 de janeiro de 2014

POSSE DE NOVOS CONSELHEIROS NO CREA-RS

Renovação do terço de conselheiros do CREA-RS

Os Plenário é a instância superior de decisão do CREA-RS - Créditos: Arquivo CREA-RS
Na próxima quinta-feira (09), na primeira Sessão Plenária do ano ocorrerá a posse do terço de conselheiros que compõem o plenário do CREA-RS, presidido pelo Eng. Civil Luiz Alcides Capoani. Serão empossados 68 profissionais, entre titulares e suplentes, representantes das entidades de classe e das instituições de ensino gaúchas.

GROSSERIA E DESPREPARO PARA EXERCER FUNÇÃO DE INTERESSE PÚBLICO

Ouvi a gravação do programa "Entrevero", do dia 3 de janeiro, veiculado na Rádio Verdes Pampas, uma triste demonstração de deselegância, despreparo, prepotência e autoritarismo patrocinada pelo funcionário contratado pela Provedoria do Hospital de Caridade para exercer o cargo de administrador.

Os usuários dos serviços da entidade filantrópica têm todo o direito de fazer comentários e críticas sobre os serviços prestados pelo Hospital, desde que esses comentários sejam pautados na urbanidade, na verdade e no respeito ao direito e liberdade de opinião e de expressão. Da mesma forma devem ser respeitados e suas críticas devem ser objeto de análise por parte da alta direção do HCS, com o devido retorno.

Penso que o diretor do Hospital se excedeu na retórica e no seu papel de porta-voz do Hospital, ao usar indevidamente o microfone de uma emissora de grande audiência, a Rádio Verdes Pampas, para agredir, ofender, humilhar e desrespeitar quem ouse criticar a qualidade dos serviços prestados pelo Hospital, utilizando palavras de baixo calão, chulas, grosseiras e impróprias para qualquer cidadão que se julgue medianamente educado e inaceitável para quem é pago pelo Hospital, entidade de interesse público, para prestar serviços à comunidade.

quinta-feira, 2 de janeiro de 2014

PRONTO-SOCORRO MUNICIPAL: UMA QUESTÃO DE INTERESSE PÚBLICO

Há algumas semanas escrevi, neste blog, dois textos sobre a saúde do nosso Hospital de Caridade de Santiago - HCS, reconhecendo os grandes avanços que ocorreram na melhoria dos serviços de saúde prestados pelo Caridade à comunidade de Santiago e região. Na oportunidade manifestei minha preocupação apenas com os riscos a que poderia estar submetida a entidade diante da postura do administrador contratado, quanto ao possível uso da instituição para fins político-partidários. Na ocasião, não fui contestado publicamente sobre assunto, exceto através de duas trocas de mensagens reservadas, via Facebook, que em nada mudaram minha opinião sobre o tema.

Agora somos surpreendidos uma por notícia veiculada no blog Nova Pauta, dando conta de que o "Hospital pode ficar sem o Pronto-Socorro Municipal", conforme cópia da publicação reproduzida, abaixo.

Não seria nenhum problema se o prefeito Júlio Ruivo já tivesse tomado providências para a efetiva instalação da UPA, com oito especialidades, cantada em verso e prosa durante o ano de 2012. Todavia, ao que tudo indica, essa pode ter sido mais uma promessa de campanha para perpetuação do continuísmo conservador em nosso meio.

O que me preocupa, acima de tudo, são as razões que levariam o HCS a romper o convênio com a Prefeitura Municipal de Santiago - PMS, segundo as palavras do seu administrador, publicadas no Nova Pauta:

"... conforme Rúderson Mesquita, é onde ocorrem os maiores problemas, que acabam comprometendo a imagem do hospital. O administrador diz que o valor repassado pela Prefeitura está defasado e que, por enquanto, o Pronto-Socorro ficará no mesmo local contra a vontade da direção, ao menos até que o município tenha um outro local."

A decisão já estaria tomada pela alta administração do Hospital de Caridade, aguardando apenas que a PMS providencie outro local. O que é preocupante nessa possível decisão do Hospital são os motivos alegados para o distrato com o Poder Publico Municipal - o valor do convênio está defasado e, pasmem, os problemas existentes comprometem a imagem do Hospital.

É preciso lembrar que essa parceria entre o a Prefeitura Municipal e o Hospital de Caridade de Santiago se efetivou em 1995, quando os dois prontos-socorros particulares - Prontomedi e Pronto-Socorro Particular que funcionava anexo ao Hospital de Caridade, deixaram voluntariamente de atender os beneficiários do Sistema Único de Saúde - SUS. Na oportunidade, a PMS foi compelida a assumir a responsabilidade pela prestação dos serviços de urgência e emergência, o que fez através de um Convênio com o Hospital de Caridade, mediante aprovação da Câmara de Vereadores de Santiago, para que este cedesse instalações, fornecesse medicamentos e pessoal auxiliar para recepção e enfermagem, mediante o devido ressarcimento financeiro. Em contrapartida, a PMS contratou, emergencialmente, 12 médicos para atendimento em regime de revezamento diário durante 24 horas. Além disso, a gestão das atividades no Pronto-Socorro fora delegada ao Hospital.

Assim foi o início do Pronto-Socorro Municipal. Ainda lembro de que, inicialmente, houve alguma contrariedade da direção do HCS em aceitar a gestão do Pronto-Socorro. Sei que, posteriormente, o convênio foi renovado diversas vezes e que, ao invés da prefeitura contratar diretamente profissionais médicos, estes passaram a ser de responsabilidade do Hospital, havendo, por conseguinte, o devido repasse dos valores da folha e das demais despesas do atendimento. Sei, também, que esse convênio foi utilizado pela PMS para contratar pessoal de diferentes especialidades, a fim prestarem serviços em outros próprios da rede municipal de saúde do Município.

Será que a diligente Câmara de Vereadores de Santiago, através da Comissão Especial criada recentemente para avaliar possíveis irregularidades nas relações de cooperação do Município com HCS deixou de identificar essa questão latente e, mais séria, existente, que coloca em risco o atendimento regular da população? 

O HCS é filantrópico, de utilidade pública, sua provedoria não recebe remuneração para gerir a instituição, exercendo funções beneméritas, portanto, a instituição não visa lucro. O maior resultado econômico do HCS é o ganho social, a qualidade e quantidade de serviços prestados para a população.

Tenho convicção de que, até aqui, o Pronto-Socorro Municipal, no molde atual, foi muito importante para ajudar ao HCS a alavancar parcerias com o Governo do Estadual e Federal e amealhar recursos financeiros significativos para manter o quadro de pessoal, fazer reformas, adquirir equipamentos, instalar novos serviços essenciais à população. Cabe destacar que, o Pronto-Socorro custeado, pela municipalidade atende, concomitantemente, pacientes de outros convênios do HCS com entes públicos e privados, alheios às obrigações da Prefeitura.

Acredito que também foi positivo para as administrações municipais que se sucederam delegarem a gestão do atendimento de urgência e emergência para o HCS, aproveitando, assim, a expertise do nosocômio.

Penso que este é um bom momento para que haja ampla avaliação e revisão, por ambas as partes, do trabalho de cooperação existente PMS e HCS, após o decurso de quase 18 anos de experiência, de forma republicana e transparente, afastando o viés partidário que infelizmente permeia essas relações e, então, seja tomada a decisão em comum acordo para a manutenção ou retirada do Pronto-Socorro das instalações e da gestão do HCS.

Veja a publicação do blog Nova Pauta, em 30 de dezembro de 2013

Hospital pode ficar sem o Pronto-Socorro



Conforme noticiado pela Rádio Santiago, a direção do Hospital está reavaliando a permanência do Pronto-Socorro em suas instalações. O local é de responsabilidade do município e, conforme Rúderson Mesquita, é onde ocorrem os maiores problemas, que acabam comprometendo a imagem do hospital. O administrador diz que o valor repassado pela Prefeitura está defasado e que, por enquanto, o Pronto-Socorro ficará no mesmo local contra a vontade da direção, ao menos até que o município tenha um outro local.