quarta-feira, 12 de fevereiro de 2014

DOS ACORDOS PARTIDÁRIOS

"PP PRESSIONA PARA AUMENTAR ESPAÇO NO GOVERNO

PP QUER MAIS ESPAÇO NO GOVERNO PARA APOIAR REELEIÇÃO DE DILMA

Em troca de apoiar reeleição da presidenta Dilma, o presidente do PP, Ciro Nogueira (PI), negocia com Aloizio Mercadante (Casa Civil) para aumentar espaço no governo. O alvo é a poderosa Chesf (Companhia Hidro Elétrica do São Francisco), uma das maiores do setor elétrico. Dirigentes alegam que o PP era menor no governo Lula, mas tinha mais cargos, enquanto com Dilma “só levou o Ministério das Cidades”.


O PP briga para presidir a Chesf desde outubro, com a saída de João Bosco Almeida (PSB), indicado do presidenciável Eduardo Campos.

Após o PSB entregar os cargos, a diretoria da subsidiária da Eletrobrás foi loteada pelo PT e PMDB, com o engenheiro Marcos Aurélio à frente.

O senador Ciro Nogueira ainda é o principal cotado no PP para substituir o deputado Aguinaldo Ribeiro (PB) no Ministério das Cidades.

A presidenta Dilma avisou a Aguinaldo Ribeiro que ele pode até ficar no comando de Cidades, mas sem compromisso de permanecer em 2015."

 Fonte: http://www.diariodopoder.com.br/


Comentário:

O PP faz parte da base de apoio dos governos petistas desde o início do governo Lula. É perfeitamente compreensível que certas lideranças do PT santiaguense tenham dificuldades em fazer oposição aos governos do PP, em nosso Município. Da mesma forma, os parlamentares do PP são bipolares, um discurso em Brasília, outro diferente em Santiago. 

terça-feira, 11 de fevereiro de 2014

UM DIA TRISTE EM SANTIAGO

A perda de um amigo é sempre motivo de muita tristeza e pesar, mas a do Seu Vicente é ainda muito mais dolorida, pelo que representou, em vida, para a minha existência durante um lapso temporal relativamente curto, mas de profundo significado, suficiente para conhecer a sua dimensão de ser humano, de servidor público exemplar, probo, íntegro, profissional qualificado e profundamente responsável.

Tive o privilégio de tê-lo como companheiro de viagem durante quatro anos, conduzindo-nos em centenas de viagens, em noites e dias, de calor, sol, temporais, frio, geadas, em qualquer horário e lugares em que havia missões públicas a serem cumpridas. Sua companhia pessoal, sua destreza e segurança, discrição, lealdade, comprometimento, solidariedade, companheirismo e amizade são traços de seu caráter que ficarão marcados para sempre na minha memória.

Obrigado, Vicente Medeiros Fernandes! A minha gratidão e solidariedade a Clery Fernandes, à Marijó e ao João Vicente.

domingo, 9 de fevereiro de 2014

O DIFÍCIL DESPERTAR

"A oposição parece acordar

O Estado de S.Paulo
Antes tarde do que nunca, a oposição dá sinais de que começa a despertar da profunda letargia em que esteve mergulhada nos últimos anos, desde que o PT assumiu o poder. Exímio manipulador das massas com a sedução de seu populismo despudorado, durante os oito anos de mandato presidencial Lula conquistou índices estratosféricos de aprovação popular e, vendendo a falácia de uma "herança maldita", deu um nó na oposição. Esta não teve competência, nem disposição, para impedir a reeleição de 2006, apesar da eclosão, em 2005, do escândalo do mensalão. Daí para a frente o lulopetismo se firmou no poder. Deu-se ao requinte de impor um poste para sua sucessão. A patranha de que sua candidata era uma gerente competente, somada a seu prestígio, foi bastante para eleger Dilma, mas não para esconder, depois, o fracasso administrativo que é este governo.
O Brasil de hoje não é o mesmo de três anos atrás. Dilma Rousseff não tem nem de longe o carisma de seu antecessor - embora desfrute de grande popularidade - e enfrenta enormes dificuldades para administrar o insaciável apetite do PT pelo poder e a ganância por vantagens de uma base aliada tão ampla quanto infiel. O que existe hoje é um desgoverno escandalosamente alicerçado sobre o fisiologismo, a preocupação eleitoreira com as aparências e, de quebra, um anacrônico dogmatismo ideológico. Aí estão, para comprová-lo, os indicadores econômicos persistentemente insatisfatórios; a incapacidade de cumprir orçamentos e prazos até nos projetos prioritários do PAC; a ameaça de um vexame internacional que tem deixado a Fifa de cabelos em pé com as obras para a Copa do Mundo; e, sobretudo, a crescente insatisfação difusa dos brasileiros com "tudo isso que está aí" transbordando para as ruas desde junho do ano passado.
Isso tudo até a oposição já está conseguindo enxergar.
O teor das declarações feitas nas últimas semanas pelos principais pré-candidatos a enfrentar Dilma Rousseff nas urnas de outubro parece indicar que as lideranças oposicionistas finalmente estão dispostas a deixar seu berço esplêndido e assumir postura mais contundente diante do desgoverno que aí está, deixando de se comportar "quase como se pedissem desculpas ao País por se opor a Lula e ao PT", como observou Dora Kramer em sua coluna (5/2).
Aécio Neves, pré-candidato do PSDB: "Sob o pretexto das festas de fim de ano, a presidente volta à TV para fazer autoelogio e campanha eleitoral (...). Apenas como exemplo, na ilha da fantasia a que a presidente nos levou mais uma vez, a qualidade do ensino tem melhorado e a criação de creches é comemorada. Enquanto isso, no Brasil real, os resultados dos testes internacionais demonstram o contrário". E ainda, já em janeiro: "Em relação aos leilões do Galeão e do Aeroporto Tancredo Neves, em Confins (MG), a grande constatação é de que, quando o PT acompanha a agenda proposta pelo PSDB, o PT acerta. O lamentável é que essas concessões venham com dez anos de atraso".
Ainda em novembro, preenchendo uma lacuna que chamara a atenção já no pleito presidencial de 2002, o senador mineiro havia deixado claro que Lula também está na mira da oposição tucana: "O presidente Lula tem que parar de brigar com a história. Se não houvesse o governo do Fernando Henrique, com a estabilidade econômica, com a modernização da economia, não teria havido sequer o governo do presidente Lula".
Por sua vez, Eduardo Campos, governador de Pernambuco, ex-ministro de Lula, pré-candidato do PSB, também foi incisivo ao apresentar o seu programa de governo: "O País saiu dos trilhos (...) esse pacto social novo que está no seio da sociedade brasileira não tolera mais esse velho pacto político que mofou e que não vai dar nada de novo e de bom ao povo brasileiro. Não há nesse país, em nenhum recanto onde possamos andar, ninguém que ache que mais quatro anos do que está aí vai fazer bem ao povo brasileiro". E ainda: "Não há política social que faça efeito sem desenvolvimento. É o que estamos vendo agora: crescimento do analfabetismo, emprego perdendo qualidade, País perdendo competitividade. Vamos legar o quê para as futuras gerações?".
Fonte: http://www.estadao.com.br/noticias/impresso,a-oposicao-parece-acordar,1128084,0.htm

Deputados bancam advogados com dinheiro da Câmara - Brasil - Notícia - VEJA.com

Deputados bancam advogados com dinheiro da Câmara - Brasil - Notícia - VEJA.com

segunda-feira, 3 de fevereiro de 2014

VIDA DIGITAL - MONITORAMENTO DOS GOVERNOS PELO CIDADÃO

"Monitorar o governo é forma de exercermos o poder" - Vida Digital - Notícia - VEJA.com



MIT Ethan Zuckerman
MIT Ethan Zuckerman (Ivan Pacheco)
"Um time de trinta pessoas vai começar a circular por São Paulo com celulares à mão e uma missão: conferir se o prefeito cumpre o que prometeu em campanha. A inteligência do programa que vai comparar promessas e realidade vem do Massachusetts Institute of Technology (MIT): é criação do professor Ethan Zuckermen, diretor do Center for Civid Media. No futuro, o sistema poderá ser usado por qualquer pessoa, que se tornará fiscal do poder público. A ideia por trás da ferramenta é que, em tempos de divórcio entre cidadãos e políticos, votar não basta. "Monitorar governantes é uma forma vital de exercermos o poder", diz Zuckermen, que visitou as capitais paulista e mineira na semana passada para apresentar a ferramenta aos usuários que vão testá-la. Na prática, o Promise Tracker é um programa simples e em desenvolvimento para smartphone. 

Na prática, o Promise Tracker é um programa simples e em desenvolvimento para smartphone. Com o aparelhinho em mãos, os usuários podem visitar as ruas da cidade recolhendo informações geolocalizadas em texto, foto ou vídeo acerca da infraestrutura que encontram no local. Os dados são, então, colocados em um mapa e podem ser cotejados com as promessas de campanha de um governante. Os corredores de ônibus foram construídos? As escolas estão funcionando? E assim por diante. Por trás da ferramenta, está a convicção de Zuckermen de que o papel do cidadão não é apenas reclamar do administrador de plantão, mas também fiscalizar os poderosos, medir sua performance e eventualmente colaborar. "A esperança é que a confiança nos governos seja recuperada e que os governos se tornem mais dignos de confiança", diz. Na entrevista a seguir, ele fala sobre os testes do Promise Tracker e comenta os protestos ocorridos em junho, fruto de uma crise de "desconfiança pública", na visão dele."

Leia a entrevista completa no link, abaixo:

http://veja.abril.com.br/noticia/vida-digital/monitorar-o-governo-e-forma-de-exercermos-o-poder

sábado, 1 de fevereiro de 2014

COMENTÁRIO SOBRE OS FINANCIAMENTOS DO BNDES PARA PAÍSES ESTRANGEIROS

Não conheço as justificativas técnicas, econômicas, estratégicas e políticas sobre os financiamentos concedidos pelo Governo Brasileiro, através do BNDES, a países da América Latina e África. O que sei é que há o tal de sigilo sobre as operações financeiras, decretado pelo G.F até 2027; que as empresas executoras da maioria das obras são brasileiras (Odebrecht, Camargo Correa etc.); que não há necessidade de prestação de contas dessas empresas no Brasil junto à Receita Federal e aos demais órgãos de controle; que houve perdão de dívidas históricas de países estrangeiros (algumas ditaduras sanguinárias) para viabilizar os negócios das empresas brasileiras; sei também que gera empregos no Brasil em função da necessidade de produzir equipamentos, materiais e ferramentas utilizadas nessas obras; que esses investimentos são estratégicos, sem nenhuma dúvida, para os países beneficiados pelos investimentos brasileiros; e sei sobre as viagens do ex-presidente Lula patrocinadas por empresas brasileiras a fim de alavancarem os seus negócios nesses países.

Todavia, gostaria muito de conhecer as justificativas do Governo Lula e Dilma, como também do Governo Fernando Henrique, no caso dos ônibus para Cuba (certamente que foram empresas brasileiras fabricantes de chassis e carrocerias que exportaram os ônibus) sobre os reais benefícios econômicos, sociais estratégicos para o Brasil, como o impacto desses investimentos no comportamento das exportações e importações brasileiras e o tempo de maturação desses projetos.

Esse discurso ideológico de que o Brasil tem que ser solidário com os governos dos países beneficiados não é suficiente para justificar os créditos concedidos pelos governos brasileiros. Até poderia ser aceito se não tivesse a presidenta Dilma, ido a Davos, na Suíça, pedir dinheiro aos capitalistas privados internacionais para investirem na infraestrutura portuária, rodoviária, aeroviária etc. no nosso Brasil. 

A busca de exemplos no governo FHC mostra, claramente, que faltam argumentos para os defensores do atual governo federal, para sustentarem e fundamentarem a realização de investimentos em países estrangeiros, em detrimento de obras de infraestrutura tão reclamadas no Brasil.

Se FHC fez, certo ou errado, então, Lula/Dilma, podem fazer. Sejamos mais racionais e menos radicais!