domingo, 5 de julho de 2015

A ENGENHARIA A SERVIÇO DA SAÚDE PÚBLICA

Obras no Hospital de Clínicas: soluções de engenharia reduzem impactos

Obras irão ampliar em cerca de 70% a área construída do complexo hospitalar
Créditos: Arquivo CREA-RS
Completando um ano e com conclusão prevista para novembro de 2017, as obras de ampliação do Hospital de Clínicas de Porto Alegre (HCPA) utiliza diferentes soluções de engenharia construtiva, visando reduzir impactos ambientais nos prédios anexos, onde são atendidas 33% de todas as internações da rede pública do Estado. Conforme destacou em coletiva de imprensa, na manhã desta sexta-feira (03), o Engenheiro responsável pelas obras, Eng. Civ. Fernando Martins Pereira da Silva, que também é vice-presidente do CREA-RS, entre as tecnologias escolhidas foram utilizadas estacas em hélice contínua, que produzem menor perturbação sonora e de impacto, paredes diafragmas, que reduzem as interferências no lençol freático do terreno. “São escolhas pouco ortodoxas para termos uma obra num período curto, com segurança e menores impactos”, explicou. 
O presidente do HCPA, Amarilio Vieira de Macedo Neto, e o Engenheiro Fernando Martins Pereira da Silva apresentaram o andamento do primeiro ano de obras no hospital
O presidente do HCPA, Amarilio Vieira de Macedo Neto, e o Engenheiro Fernando Martins Pereira da Silva apresentaram o andamento do primeiro ano de obras no hospital

Itens como reaproveitamento da água da lavagem dos pneus dos caminhões, num sistema de lava-rodas que evitam que a sujeira do canteiro de obras chegue às vias públicas, e das sobras de concreto, que são utilizadas para fabricação dos meios-fios que irão compor o calçamento das áreas ampliadas, são outras ações que mitigam os impactos advindos da construção. A ampliação, que aumentará em cerca de 70% a área física da instituição, já está com 17% do cronograma concluído, seguindo em dia a previsão do trabalho. “Estamos priorizando as melhores técnicas de Engenharia para que tenhamos uma obra de qualidade, segurança e dentro dos prazos”, ressaltou o Engenheiro Fernando Martins Pereira da Silva. 
Atrás dos tapumes entre a Rua Ramiro Barcelos e a Avenida Protásio Alves, área da ampliação, uma “mini cidade” foi construída para dar suporte aos trabalhadores e a gestão do projeto. De acordo com o Engenheiro, 17 edificações provisórias foram levantadas na área canteiro de obras. Para alimentação elétrica da obra, também foi necessária a instalação de uma subestação de energia.  
Vice-presidente do CREA-RS, que é funcionário de carreira do HCPA, é o Engenheiro responsável pelas obras de ampliação do complexo hospitalar
Vice-presidente do CREA-RS, que é funcionário de carreira do HCPA, é o Engenheiro responsável pelas obras de ampliação do complexo hospitalar

Com 310 operários envolvidos na construção dos dois novos prédios do complexo hospitalar, a Segurança do Trabalho é outra preocupação da equipe do HCPA. O canteiro de obras é acompanhado por duas equipes de Engenharia de Segurança do Trabalho. Outro diferencial foi a licitação e contratação de uma empresa específica para o gerenciamento e a gestão da obra. Ela atua como se fosse uma auditoria, fiscalizando o cumprimento do cronograma e antevendo problemas. “É importante este controle para uma obra deste porte”, explicou o Engenheiro Fernando. 
A questão econômica também foi sublinhada. A obra que tinha um custo inicial de cerca de R$ 408 milhões, através da Lei de Desoneração Fiscal da Folha de Pagamento, teve uma economia de em torno de R$ 11 milhões, sendo orçada a pouco mais de R$ 397 milhões. A construção está sob a responsabilidade do Consórcio Tratenge-Engeform, enquanto o gerenciamento e fiscalização ficam a cargo da Concremat Engenharia e Tecnologia S/A.  
Os novos prédios – Denominados Anexo I e Anexo II, os novos prédios permitirão o aumento e a remodelagem de diversas áreas e a reorganização do fluxo de pacientes. Também haverá melhorias nos espaços de ensino e pesquisa. O Anexo I com 53.981 m² será composto de sete pavimentos e dois subsolos. O Anexo II, com 30.118 m², terá seis pavimentos e dois subsolos. 
O que já foi feito – Já foram executadas as fases de escavação, execução das fundações e paredes diafragmas. Também se realizou a contenção do solo com tirantes em todo o perímetro da obra, para suportar a estrutura dos novos prédios e a fase de superestrutura dos anexos. Com a área de implantação escavada e a estrutura de contenção atirantada em sua plenitude, sobressaíram-se os serviços de fundação. Cerca de 700 estacas foram colocadas nas bases dos anexos e receberam blocos de concreto armado e os pilares do 2° subsolo. Também teve início em junho, a implantação de reservatórios de armazenagem de água e o serviço de execução das lajes do primeiro e segundo subsolos. 
Números – 1,3 mil toneladas de aço consumida; 13 mil m³ de concreto utilizados (1,4 mil caminhões); 142 mil m³ de solo escavados; 700 estacas executadas para a consolidação da fundação dos edifícios; 17 edificações provisórias; 310 trabalhadores.
Fonte: HCPA

Fonte: http://www.crea-rs.org.br/site/index.php?p=ver-noticia&id=2462

terça-feira, 30 de junho de 2015

CARNE BRASILEIRA NO MERCADO AMERICANO

Decisão dos EUA abre mercado de carne bovina in natura para 13 estados e o DF

A ministra da Agricultura, Pecuária e Abastecimento, Kátia Abreu, relacionou as 14 unidades da Federação que estão livres de febre aftosa com vacinação e que podem se habilitar para exportar carne bovina in natura aos Estados Unidos: Tocantins, Bahia, Distrito Federal, Espírito Santo, Goiás, Mato Grosso, Mato Grosso do Sul, Minas Gerais, Paraná, Rio Grande do Sul, Rio de Janeiro, Rondônia, São Paulo e Sergipe.
A medida favorece a 95% da agroindústria exportadora brasileira. Agora caberá aos estados brasileiros e ao DF se habilitarem para a venda de carne in natura ao mercado norte americano.
“Temos que persistir obstinadamente em praticar uma defesa agropecuária de forma permanente. Vamos trabalhar para que o Brasil se situe entre os cinco países do mundo como referência agropecuária”, afirmou a ministra. “A presidenta Dilma Rousseff tem dado todo o apoio à defesa agropecuária e colocou seu peso político nas negociações com os Estados Unidos para alcançarmos essa posição”, disse Kátia Abreu.
A negociação foi concluída na segunda-feira em reunião ministerial com a participação da ministra Katia Abreu, nos Estados Unidos. A liberação do mercado norte americano é o resultado de mais uma articulação da presidente Dilma Rousseff na firme decisão de colocar seu peso político para que o governo Barack Obama liberasse a entrada de carne bovina in natura do Brasil no mercado norte-americano.
A expectativa da ministra é que, em cinco anos, o Brasil esteja exportando 100 mil toneladas de carne bovina para os Estados Unidos. Nos últimos 15 anos, os norte-americanos vinham negociando a compra de carne bovina in natura do Brasil.
A abertura do mercado ao produto brasileiro é uma sinalização importante para o setor agropecuário brasileiro. Na interpretação de Kátia Abreu, essa decisão do governo Barack Obama é como “ter uma senha” para o acesso a outros mercados. Isso tem efeito disseminador da qualidade da carne brasileira. “É o céu que se ilumina”, afirmou confiante a ministra Kátia Abreu, que ao longo do próximo semestre quer abrir novos mercados para a carne brasileira.
Fonte: Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento, adaptada pela Equipe BeefPoint.

terça-feira, 23 de junho de 2015

CADASTRO RURAL AMBIENTAL É REGULAMENTADO DO RS

Decreto regulamenta o CAR e elimina dificuldades para agricultores

Sartori disse que, pelas características do território gaúcho, o decreto esclarece conceitos e define regras objetivas
Créditos: Luiz Chaves/Palácio Piratini
Decreto assinado pelo governador José Ivo Sartori estabelece regras para os imóveis localizados no Bioma Pampa e regulamenta o Cadastro Ambiental Rural (CAR). Com esta medida, que resulta de trabalho conjunto de técnicos das secretarias estaduais relacionados ao meio ambiente, à agricultura e pecuária e ao desenvolvimento rural, serão eliminadas dificuldades encontradas por agricultores no preenchimento do CAR, por causa da realidade diferenciada do Rio Grande do Sul - o único estado da federação a possuir o Bioma Pampa. 
A assinatura do decreto, em solenidade no Salão Negrinho do Pastoreio do Palácio Piratini, nesta segunda-feira (22), contou com a participação da ministra da Agricultura e Abastecimento, Kátia Abreu. Sartori disse que, pelas características peculiares do território gaúcho, o decreto esclarece conceitos e  define regras objetivas, oferecendo segurança jurídica para que os produtores possam regularizar suas propriedades. Destacou também o papel das entidades de classe e das prefeituras para que o Estado avance no ranking nacional do CAR e saia da última posição que ocupa.
Regramento
O Rio Grande do Sul tem aproximadamente 480 mil propriedades rurais. Deste total, apenas 16 mil estão cadastradas. O decreto, além de regrar a questão do Bioma Pampa, estabelece características e uso ambiental de banhados. Outro elemento importante do documento diz respeito às áreas protegidas nas propriedades, onde 80% serão de uso e 20%, de preservação.

"O CAR não deve ser visto como um ônus, mas sim como um bônus, pois se trata de uma tomografia computadorizada do território brasileiro. A expectativa do governo federal é de que haja uma espiral crescente no cadastro do Rio Grande do Sul, uma vez que o produtor ganha segurança para realizar o cadastro. É uma exigência do novo Cadastro Florestal e um pré-requisito para obtenção de crédito rural a partir de 2017", ponderou a ministra Kátia Abreu.
Segundo a secretária Ana Pellini, do Meio Ambiente e Desenvolvimento Sustentável, o CAR representa grande avanço para o licenciamento na área rural. "Além de trazer segurança aos proprietários, as informações prestadas serão utilizadas para definição de políticas públicas com vistas a melhorar a qualidade do meio ambiente rural", esclareceu.
De acordo com o secretário da Agricultura e Pecuária, Ernani Polo, o documento foi construído a partir de análise técnica dos profissionais das áreas envolvidas. "Chegamos a um bom termo, o que possibilita o enquadramento no CAR dos biomas típicos proeminentes do Estado, preservando as áreas ambientais. Procuramos proteger o meio ambiente e preservar a produção. Agora, vamos poder cumprir as metas de cadastramento junto ao Ministério do Meio Ambiente", salientou.
"O CAR é uma determinação federal, e o agricultor tem de cumprir, pois faz parte das ações de sustentabilidade, e isso é importante. A partir deste decreto, incluindo as características diferenciadas do Estado, buscaremos o equilíbrio da preservação da natureza com a produção de alimentos", avaliou o secretário do Desenvolvimento Rural e Cooperativismo, Tarcísio Minetto.
Para a Federação dos Trabalhadores na Agricultura (Fetag/Sul), com a vigência do decreto os sindicatos de trabalhadores rurais serão orientados a retomar as atividades que hoje estão suspensas. "Este decreto é bom para o produtor, pela segurança jurídica, e para o Estado, porque define regras claras", disse Carlos Joel da Silva, presidente da entidade.
O que é o CAR
Criado pela lei 12.651/2012, no âmbito do Sistema Nacional de Informações sobre o Meio Ambiente (Sinima), o CAR é uma base de dados estratégica para o controle, monitoramento e combate ao desmatamento das florestas e das demais vegetações nativas do Brasil. Também regula o planejamento ambiental e econômico de imóveis rurais.

O cadastro é um registro eletrônico obrigatório para todos os imóveis rurais, com a finalidade de integrar as informações ambientais referentes à situação das Áreas de Preservação Permanente (APP), das áreas de Reserva Legal, das florestas e dos remanescentes de vegetação nativa, das Áreas de Uso Restrito e das áreas consolidadas das propriedades e posses rurais do país.
Texto: Anamaria Bessil/Palácio Piratini Edição: Rui Felten/CCom 

Fonte: http://www.crea-rs.org.br/site/index.php?p=ver-noticia&id=2433