segunda-feira, 10 de agosto de 2015

CONGRESSO BRASILEIRO DE AGRONOMIA

CREA-RS

Delegação gaúcha de Engenheiros Agrônomos participa do XXIX Congresso Brasileiro

A Defesa da Profissão e dos profissionais Engenheiros Agrônomos que, atuando na pesquisa, ensino e na extensão rural, foram fundamentais para o desenvolvimento da agricultura brasileira, hoje destaque mundial, destaca-se no II Encontro Nacional de Agronomia (ENA) e do XXIX Congresso Brasileiro de Agronomia (CBA), reunindo cerca de 300 Engenheiros Agrônomos de todo o Brasil em Foz do Iguaçu (PR) de 3 a 7 de agosto em Foz do Iguaçu (PR). Os eventos são promovidos pelo Sistema Confea/Crea e Mútua e pela Confederação dos Engenheiros Agrônomos do Brasil (Confaeab).

Na abertura do evento, o presidente do Confea, Eng. Civil José Tadeu, afirmou que o Encontro é uma oportunidade de reflexão sobre os problemas e a importância da Agronomia. José Tadeu destacou a legislação que rege a modalidade e não pode ser exercida indiscriminadamente para que a sociedade não corra riscos.

José Tadeu confessou que é grande a dificuldade de presidir um Conselho multiprofissional que reúne profissionais de nível médio e pleno: “conciliar é uma tarefa desafiadora”, reconhece. “Nós respondemos por boa parte do desenvolvimento e progresso do país. Engenharia e Agronomia são a base de tudo o que é relevante, a questão legal de nossas atividades”, disse o presidente do Confea, ao defender a atualização da legislação profissional. “Este encontro tem amparo legal. Uma vez ao ano temos que reunir cada modalidade para rever, aprimorar e atualizar as leis vigentes”, conclamou. “Foco: é disso que a Agronomia precisa no Brasil. O que é importante no conhecimento e como podemos contribuir para o país”.

Em nome do plenário do Confea, José Geraldo Baracuhy, coordenador do Congresso Técnico Científico (Contecc) - que terá uma segunda edição em setembro próximo, em Fortaleza (CE), quando da realização da 72ª Semana Oficial da Engenharia e da Agronomia –, anunciou que este ano perto de mil trabalhos devem ser inscritos. E revelando o destaque que a Agronomia vem recebendo, informou que “40% dos trabalhos são da área agronômica”. Para Baracuhy, “a Agronomia brasileira tem sido exemplo de pujança e crescimento para todo o mundo. Produzimos frutos que em sua grande maioria não são nativos de nossas terras, foram adaptados”.

Kleber Souza dos Santos, coordenador nacional das Câmaras de Agronomia, agradeceu “o empenho das lideranças para a realização do encontro”, além de reafirmar que a programação foi definida com base nas sugestões das próprias Câmaras Especializadas. Ao destacar a presença do presidente da Academia Brasileira de Ciências Agrárias, Kleber arrancou aplausos para Eudes Souza Leão que, com 95 anos, participa do ENA.

Responsabilidade técnica e ética – Na programação do II Encontro Nacional de Agronomia (ENA) a responsabilidade técnica e ética, e a formação dos profissionais são temas que permeiam palestras e painéis e geram expectativas,  como a do professor José Barros da Silva, da Universidade Federal do Rio Grande do Norte, e integrante da Câmara Especializada de Agronomia, do Crea-RN.

Barros está preocupado com a redução da carga horária e consequentemente das matérias que compõem a cadeira de Agronomia. “Essa realidade afeta a qualidade dos profissionais que estão em formação. O Engenheiro Agrônomo tem amplas atribuições e precisa se aprofundar nos temas. A redução da carga horária pode provocar um conhecimento superficial das ciências agronômicas”, alerta Barros.

A redução, segundo o professor, vem sendo tratada pelo Ministério da Educação e universidades federais. Barros concorda que a proliferação de cursos “precisa ser vista com cautela” porque nem sempre garante que os egressos possam receber as atribuições concedidas pelos Conselhos Regionais de Engenharia e Agronomia (Creas), que definem o que o profissional pode ou não executar em termos de atividade, com base no que estudou.

Barros também se preocupa com a atuação dos zootecnistas, que no Rio Grande do Norte praticam atribuições tradicionalmente reconhecidas como sendo dos Engenheiros Agrônomos. “No meu Estado, os zootecnistas podem se responsabilizar pela produção de produtos de origem animal, como o doce de leite, por exemplo, uma responsabilidade de Engenheiros Agrônomos e Engenheiros de Alimentos”, informa Barros.

Ensino a distância nos cursos de Agronomia é tema de palestra
Ensino a distância nos cursos de Agronomia é tema de palestra

Para ele, a questão do “sombreamento” – quando um profissional de uma modalidade atua em áreas de outra modalidade profissional –, “a solução pode ser encontrada por meio do diálogo entre todos os interessados”.
Informações da Equipe de Comunicação do Confea.

Fonte: CREA - RS

segunda-feira, 27 de julho de 2015

Compensação autorizada

Compensação autorizada

Compensação autorizada

Mudança no secretariado
Alckmin: São Paulo deve 17 bilhões de reais em precatórios
O Tribunal de Justiça de São Paulo deu razão a um recurso da Mecânica Industrial Centro contra Fazenda de São Paulo pelo uso de precatórios, os títulos de dívidas públicas, no pagamento de ICMS.
O desembargador Venicio Salles, relator da ação, entende que como o Estado não cumpre “há décadas” o pagamento de dívidas determinadas pela Justiça, deve-se conceder às empresas com causas ganhas a compensação com precatórios no pagamento do imposto.
O governo paulista deve cerca de 17 bilhões de reais em precatórios.
Por Lauro Jardim

domingo, 5 de julho de 2015

A ENGENHARIA A SERVIÇO DA SAÚDE PÚBLICA

Obras no Hospital de Clínicas: soluções de engenharia reduzem impactos

Obras irão ampliar em cerca de 70% a área construída do complexo hospitalar
Créditos: Arquivo CREA-RS
Completando um ano e com conclusão prevista para novembro de 2017, as obras de ampliação do Hospital de Clínicas de Porto Alegre (HCPA) utiliza diferentes soluções de engenharia construtiva, visando reduzir impactos ambientais nos prédios anexos, onde são atendidas 33% de todas as internações da rede pública do Estado. Conforme destacou em coletiva de imprensa, na manhã desta sexta-feira (03), o Engenheiro responsável pelas obras, Eng. Civ. Fernando Martins Pereira da Silva, que também é vice-presidente do CREA-RS, entre as tecnologias escolhidas foram utilizadas estacas em hélice contínua, que produzem menor perturbação sonora e de impacto, paredes diafragmas, que reduzem as interferências no lençol freático do terreno. “São escolhas pouco ortodoxas para termos uma obra num período curto, com segurança e menores impactos”, explicou. 
O presidente do HCPA, Amarilio Vieira de Macedo Neto, e o Engenheiro Fernando Martins Pereira da Silva apresentaram o andamento do primeiro ano de obras no hospital
O presidente do HCPA, Amarilio Vieira de Macedo Neto, e o Engenheiro Fernando Martins Pereira da Silva apresentaram o andamento do primeiro ano de obras no hospital

Itens como reaproveitamento da água da lavagem dos pneus dos caminhões, num sistema de lava-rodas que evitam que a sujeira do canteiro de obras chegue às vias públicas, e das sobras de concreto, que são utilizadas para fabricação dos meios-fios que irão compor o calçamento das áreas ampliadas, são outras ações que mitigam os impactos advindos da construção. A ampliação, que aumentará em cerca de 70% a área física da instituição, já está com 17% do cronograma concluído, seguindo em dia a previsão do trabalho. “Estamos priorizando as melhores técnicas de Engenharia para que tenhamos uma obra de qualidade, segurança e dentro dos prazos”, ressaltou o Engenheiro Fernando Martins Pereira da Silva. 
Atrás dos tapumes entre a Rua Ramiro Barcelos e a Avenida Protásio Alves, área da ampliação, uma “mini cidade” foi construída para dar suporte aos trabalhadores e a gestão do projeto. De acordo com o Engenheiro, 17 edificações provisórias foram levantadas na área canteiro de obras. Para alimentação elétrica da obra, também foi necessária a instalação de uma subestação de energia.  
Vice-presidente do CREA-RS, que é funcionário de carreira do HCPA, é o Engenheiro responsável pelas obras de ampliação do complexo hospitalar
Vice-presidente do CREA-RS, que é funcionário de carreira do HCPA, é o Engenheiro responsável pelas obras de ampliação do complexo hospitalar

Com 310 operários envolvidos na construção dos dois novos prédios do complexo hospitalar, a Segurança do Trabalho é outra preocupação da equipe do HCPA. O canteiro de obras é acompanhado por duas equipes de Engenharia de Segurança do Trabalho. Outro diferencial foi a licitação e contratação de uma empresa específica para o gerenciamento e a gestão da obra. Ela atua como se fosse uma auditoria, fiscalizando o cumprimento do cronograma e antevendo problemas. “É importante este controle para uma obra deste porte”, explicou o Engenheiro Fernando. 
A questão econômica também foi sublinhada. A obra que tinha um custo inicial de cerca de R$ 408 milhões, através da Lei de Desoneração Fiscal da Folha de Pagamento, teve uma economia de em torno de R$ 11 milhões, sendo orçada a pouco mais de R$ 397 milhões. A construção está sob a responsabilidade do Consórcio Tratenge-Engeform, enquanto o gerenciamento e fiscalização ficam a cargo da Concremat Engenharia e Tecnologia S/A.  
Os novos prédios – Denominados Anexo I e Anexo II, os novos prédios permitirão o aumento e a remodelagem de diversas áreas e a reorganização do fluxo de pacientes. Também haverá melhorias nos espaços de ensino e pesquisa. O Anexo I com 53.981 m² será composto de sete pavimentos e dois subsolos. O Anexo II, com 30.118 m², terá seis pavimentos e dois subsolos. 
O que já foi feito – Já foram executadas as fases de escavação, execução das fundações e paredes diafragmas. Também se realizou a contenção do solo com tirantes em todo o perímetro da obra, para suportar a estrutura dos novos prédios e a fase de superestrutura dos anexos. Com a área de implantação escavada e a estrutura de contenção atirantada em sua plenitude, sobressaíram-se os serviços de fundação. Cerca de 700 estacas foram colocadas nas bases dos anexos e receberam blocos de concreto armado e os pilares do 2° subsolo. Também teve início em junho, a implantação de reservatórios de armazenagem de água e o serviço de execução das lajes do primeiro e segundo subsolos. 
Números – 1,3 mil toneladas de aço consumida; 13 mil m³ de concreto utilizados (1,4 mil caminhões); 142 mil m³ de solo escavados; 700 estacas executadas para a consolidação da fundação dos edifícios; 17 edificações provisórias; 310 trabalhadores.
Fonte: HCPA

Fonte: http://www.crea-rs.org.br/site/index.php?p=ver-noticia&id=2462

terça-feira, 30 de junho de 2015

CARNE BRASILEIRA NO MERCADO AMERICANO

Decisão dos EUA abre mercado de carne bovina in natura para 13 estados e o DF

A ministra da Agricultura, Pecuária e Abastecimento, Kátia Abreu, relacionou as 14 unidades da Federação que estão livres de febre aftosa com vacinação e que podem se habilitar para exportar carne bovina in natura aos Estados Unidos: Tocantins, Bahia, Distrito Federal, Espírito Santo, Goiás, Mato Grosso, Mato Grosso do Sul, Minas Gerais, Paraná, Rio Grande do Sul, Rio de Janeiro, Rondônia, São Paulo e Sergipe.
A medida favorece a 95% da agroindústria exportadora brasileira. Agora caberá aos estados brasileiros e ao DF se habilitarem para a venda de carne in natura ao mercado norte americano.
“Temos que persistir obstinadamente em praticar uma defesa agropecuária de forma permanente. Vamos trabalhar para que o Brasil se situe entre os cinco países do mundo como referência agropecuária”, afirmou a ministra. “A presidenta Dilma Rousseff tem dado todo o apoio à defesa agropecuária e colocou seu peso político nas negociações com os Estados Unidos para alcançarmos essa posição”, disse Kátia Abreu.
A negociação foi concluída na segunda-feira em reunião ministerial com a participação da ministra Katia Abreu, nos Estados Unidos. A liberação do mercado norte americano é o resultado de mais uma articulação da presidente Dilma Rousseff na firme decisão de colocar seu peso político para que o governo Barack Obama liberasse a entrada de carne bovina in natura do Brasil no mercado norte-americano.
A expectativa da ministra é que, em cinco anos, o Brasil esteja exportando 100 mil toneladas de carne bovina para os Estados Unidos. Nos últimos 15 anos, os norte-americanos vinham negociando a compra de carne bovina in natura do Brasil.
A abertura do mercado ao produto brasileiro é uma sinalização importante para o setor agropecuário brasileiro. Na interpretação de Kátia Abreu, essa decisão do governo Barack Obama é como “ter uma senha” para o acesso a outros mercados. Isso tem efeito disseminador da qualidade da carne brasileira. “É o céu que se ilumina”, afirmou confiante a ministra Kátia Abreu, que ao longo do próximo semestre quer abrir novos mercados para a carne brasileira.
Fonte: Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento, adaptada pela Equipe BeefPoint.