terça-feira, 16 de julho de 2019

PUBLICAÇÕES DO INTERCEPT BRASIL

Li os diálogos publicados, recentemente, pelo "Intercept Brasil", sobre conversas privadas do Procurador Deltan Dallagnol, todavia não encontro neles a prática de nenhum crime que possa manchar a honra profissional do Procurador, talvez, no máximo, arranhar sua imagem de austeridade como cidadão idealista, que se vale da notoriedade para ganhar mais alguns caraminguás em atividades profissionais paralelas.

São Ilegais? Ocorreram? Mas o que é verdadeiro nestas publicações, obtidas ilegalmente, é a pretensão indisfarçável de atingir de morte a Lava jato, operação de colocou na cadeia grandes empresários, dirigentes de estatais, agentes políticos de nomeada (Lula, Palocci, Cabral, Cunha e outros) na cadeia. Logo, o "mal" que tentam extrair de gravações privadas e entre familiares é infinitamente incomparável com os brutais roubos na Petrobras e em diversos órgãos dos governos estaduais e federal.

 A tentativa de libertar da cadeia o chefe-mor da corrupção na Petrobras, BNDES, e outros, com base na desconstrução pessoal dos principais personagens da Lava jato é típica de órgãos de imprensa que não medem os meios para atingir seus fins, ou seja, obter a qualquer preço o vil metal.

quinta-feira, 13 de junho de 2019

terça-feira, 7 de maio de 2019

COOPERATIVISMO SE RECICLADO NA REGIÃO

COOPATRIGO - Centro Agropecuário e Centro Automotivo, em Santiago - RS Fonte: Imagem: Blog Nova Pauta
A Cooperativa Tritícola São Luizense Ltda - COOPATRIGO vai inaugurar no dia 17 de maio uma estrutura de apoio aos associados sediados na região de Santiago. O Centro Agropecuário foi construído às margens da BR 287, próximo ao entroncamento da RST 377, mediante investimentos de 4,5 milhões de reais.

O cooperativismo agropecuário se recicla em Santiago, graças à "COOPATRIGO", que conseguiu sobreviver à crise das décadas passadas. Não podemos esquecer que já tivemos duas grandes cooperativas agropecuárias em Santiago: Cooperativa Rural Santiaguense Ltda - "RURAL", que atuava no comércio laneiro e pecuário e a célebre Cooperativa Regional Tritícola Santiaguense Ltda, a “TRITÍCOLA”, como popularmente era chamada por todos nós. A RURAL, foi completamente liquidada no final do último século. A TRITÍCOLA, que protagonizou, no passado, forte desenvolvimento da agricultura regional, servindo de instrumento de comercialização de soja, trigo, sementes, repasses de recursos financeiros para pré-comercialização e aquisição de insumos, supermercados em diversos municípios, postos de combustíveis, lojas confecções e fábrica de peças, loja de confecções, loja de insumos, frota de transportes e outras não sobreviveu à primeira década do atual milênio, dizimada pelos interesses pessoais, irresponsabilidade e incapacidade gerencial de seus dirigentes, além de questões climáticas que frustraram muitas safras e da crise econômico-financeira que se abateu no país e, por via de consequência, impactando fortemente a sobrevivência e a solvência dos agricultores associados.

A COOPATRIGO, com sede em São Luiz Gonzaga, nossa vizinha, que também enfrentou os mesmos obstáculos econômicos, climáticos e de políticas agrícolas que a nossa “TRITÍCOLA”, conseguiu sobreviver e, o que é mais importante, crescer como cooperativa de produção e ainda alargar sua área de atuação e de apoio a novos produtores em outras regiões.

É muito bem-vinda a COOPATRIGO em nosso meio! Devemos saudá-la e expressar a nossa admiração aos seus gestores que souberam conduzi-la na difícil travessia das últimas quatro décadas. Mas, também, como nativos e aquerenciados em Santiago, não podemos deixar de refletir sobre as causas e razões para a debacle do cooperativismo autóctone e, também, aceitar passivamente a deterioração do patrimônio físico da tritícola, que persiste abandonado e à mercê das disputas judiciais acerca da massa falida.