domingo, 12 de outubro de 2008

Montadoras americanas em dificuldades


A desaceleração da economia americana, decorrente da crise financeira mundial, pode levar a uma situação impensável há alguns meses: a concordata da GM, da Ford e da Chrysler – as três maiores montadoras dos Estados Unidos. O alerta partiu de de Robert Schulz, analista da agência de classificação de risco Standard & Poor’s, em uma entevista à uma emissora de TV da Bloomberg.
“Os fatores macroeconômicos poderiam sobrecarregá-los a este ponto”, afirma a agência, mesmo que as empresas adotem medidas de reestruturação. As três companhias lutam, há anos, para reestruturar suas operações. A corrosão de sua saúde financeira começou com os pesados pacotes de benefícios pagos a trabalhadores da ativa e aposentados. Agora, com a deterioração do cenário mundial, a situação se agravou devido à retração do crédito, que pode espantar compradores de veículos e dificultar as operações das concessionárias e distribuidoras de automóveis.
Informações da revista Exame, publicadas no Blog do Polibio Braga.

Crise mundial já começa a afetar a economia brasileira

"Governo já vê estouro da bolha cambial como subprime brasileiro conforme recente artigo de Sérgio Gobetti, no Estadão:"
"O estouro da bolha cambial, a exemplo do crédito imobiliário nos Estados Unidos, já é considerado pelos economistas do Ministério da Fazenda como o tempero amargo do Brasil na crise global - o subprime brasileiro. A subida repentina do dólar nas últimas semanas surpreendeu governo, mercado e, principalmente, empresas que especulavam com a moeda americana e, do dia para a noite, amargaram brutais prejuízos com a desvalorização do real.
Em pouco mais de dois meses, o dólar disparou de R$ 1,56 para os R$ 2,32 da última sexta-feira. Além da queda do real surpreender pela magnitude, o que mais chama a atenção é o fato de grandes exportadores estarem no olho do furacão - como Aracruz, Sadia e Votorantim.Teoricamente, essas empresas deveriam ganhar com a desvalorização, pois suas vendas em dólar rendem mais reais, mas está ocorrendo o contrário: essas empresas captaram mais dólar do que precisavam no exterior, trocaram em reais no Brasil e apostaram no mercado futuro que a taxa não passaria de R$ 1,80, com a expectativa de lucrar com o juro alto. Essa aposta é feita por meio de "venda de opção de compra", operação altamente especulativa, na qual o investidor assume uma taxa futura para a venda de dólares e, em troca, recebe a rentabilidade da taxa de juros.
Quem apostou que o dólar não passaria de R$ 1,80 está ameaçado de vender a moeda americana por esse preço, quando ela já está custando 28,8% mais. A operação não seria um problema tão grave se as empresas tivessem dólar estocado - o que não é o caso desse tipo de aposta financeira, que é virtual. Segundo analistas do mercado, a estratégia vinha dando certo até recentemente, e era uma forma de as empresas compensarem a queda de receita que tinham com suas transações mercantis, em decorrência da valorização cambial. O problema é que essas operações inundaram o mercado brasileiro de dólares e agravaram a espiral de supervalorização do real. Alguns empresários alegam que entraram no mercado futuro de derivativos por "pressão e imposição" dos bancos que concederam as operações de Adiantamento de Contrato de Câmbio (ACC).
Porta-vozes do setor financeiro admitem que esse era um produto largamente oferecido pelas instituições bancárias, mas contestam a alegação de imposição. "Ficaram de olho grande mesmo", diz um economista do mercado. O governo ainda não concluiu o levantamento da extensão do estrago nas exportadoras, mas o mercado calcula que as operações com derivativos somariam pelo menos US$ 40 bilhões e também atingiriam empresas médias, com menos caixa para enfrentar o prejuízo."

sábado, 11 de outubro de 2008

Medida Provisória socorre bancos em dificuldades

Pela avaliação do Banco Central, chega a três dezenas o número de bancos brasileiros, de médio e pequeno porte, com dificuldades de liquidez financeira, que são alvos da medida provisória 422, editada pelo Presidente Lula.

Apelidada de Proer do Lula, para prover socorro financeiro aos bancos em dificuldades, estes oferecerão em garantia as carteiras de crédito de sua clientela. Embora ainda pendente de votação no Congresso, a MP já está em vigor desde a última terça (7), quando foi publicada no Diário Oficial da União.
Os partidos de oposição desejam emendar a MP, mas ninguém pretende votar contra a medida. PSDB e DEM se dispõem a aprovar no Congresso quaisquer providências que visem dotar o governo de instrumental para enfrentar a crise global.

sexta-feira, 10 de outubro de 2008

Senador Arthur Virgílio quer diálogo para sair da crise

Para o líder do PSDB no Senado, Arthur Virgílio (AM), o Planalto não deveria continuar agindo sozinho na busca por soluções para enfrentar a crise internacional. “Essa é a hora de o governo ter grandeza e convocar as lideranças da oposição e da sociedade civil, ouvir as soluções de cada um, e pedir uma unidade nacional para sairmos dessa situação”, defendeu nesta quinta-feira.
Virgílio reprovou ainda a postura do governo, que negou a chegada da crise ao Brasil ao máximo. “O Planalto se comportou como ‘Alice no País das Maravilhas’, fingiu não ver a crise que se desenhava e que era por nós anunciada o tempo inteiro. A economia brasileira como um todo sofre quando há recessão ou crise e isso acarreta em redução da atividade econômica”, analisou. Para o tucano, uma das soluções para o enfrentamento dessa crise é a reativação do Programa de Estímulo à Reestruturação e ao Fortalecimento do Sistema Financeiro Nacional (Proer), adotado pela gestão passada.
Virgílio também apontou outras medidas que o governo federal deveria adotar para amenizar os efeitos da crise internacional no Brasil. “O Banco Central deve baixar os juros com responsabilidade e criar condições para continuar reduzindo a Selic. Além disso, deve adotar uma nova política fiscal com corte de gastos desnecessários, fazer mais reformas, extinguir ministérios inúteis e acabar com excesso de cargos”, concluiu.

As quedas nas Bolsas de Valores


Fonte: Blog do Josias de Souza

quinta-feira, 9 de outubro de 2008

CCGL inaugura fábrica em Cruz Alta

A Cooperativa Central Gaúcha Ltda. (CCGL) inaugurou a nova planta industrial em Cruz Alta para a produção de leite em pó. Nesta primeira fase foi investida a soma de R$ 120 milhões, para processamento de 1 milhão de litros de leite por dia e serão gerados 230 empregos diretos e mais de 1.400 indiretos.

A unidade foi instalada no centro logístico do Estado, em região privilegiada para o escoamento da produção, possuindo 40 cooperativas associadas, que integram 160 mil produtores de cerca de 350 municípios gaúchos.

Segundo a direção da CCGL, o projeto industrial foi elaborado com o propósito de elevar o produtor, o fornecedor e o vendedor de matéria-prima a sócios participantes nos resultados da indústria e nas decisões democráticas, através do sistema cooperativo.

Esta nova unidade industrial soma-se a outras unidades de negócios, a CCGL logística Termasa/Tergasa e a FUNDACEP/Pesquisa, para incentivar o aumento da produção e a lucratividade dos produtores gaúchos, gerando informações técnicas, facilitando a comercialização e reduzindo custos.

Nova lei para as microempresas no Estado do RS

O Estado do Rio Grande do Sul já tem a sua lei de proteção as micro e pequenas empresas, conforme a assessoria de comunicação social do Governo do Estado, esta nova lei isenta de ICMS quase 200 mil contribuintes gaúchos a partir deste mês de outubro, cerca de 190 mil pequenas e microempresas gaúchas com faturamento até R$ 240 mil por ano estão isentas de pagar ICMS, de acordo com o que determina lei sancionada pela governadora Yeda Crusius em 19 de setembro.

O projeto também prevê a redução de alíquotas do imposto para empresas incluídas no Simples Nacional com faturamento acima de R$ 240 mil até R$ 2,4 milhões. O benefício da redução de alíquota por faixa de faturamento será concedido em duas etapas: a primeira em abril de 2009 e a segunda em abril de 2010 (conforme tabela abaixo), ampliando para cerca de 220 mil o número de empresas beneficiadas.

O projeto do governo do Estado, aprovado por unanimidade pela Assembléia Legislativa, contempla sugestões de entidades empresariais e de parlamentares que foram inseridas no projeto inicial. O impacto total sobre a arrecadação estadual, estimado em torno de R$ 210 milhões por ano, começara a ser sentido a partir do mês de novembro, já que o imposto recolhido em outubro é relativo às operações realizadas em setembro.

O projeto quando for implantado em sua totalidade, restitui a mesma carga tributária que esses contribuintes tinham antes da entrada em vigor do Simples Nacional, em julho de 2007.