segunda-feira, 2 de novembro de 2009

Poupar é preciso!

A crise econômica mundial que não poupou nenhum país, evidencia seus efeitos,  no Brasil,  à medida que o IBGE divulga os indicadores que medem e acompanham o comportamento da nossa economia. Nesse sentido, o jornal Estado de São Paulo, desta segunda-feira, 2, aborda o impacto da crise global na poupança interna e as suas consequências no crescimento econômico sustentável do País.

“O Brasil está poupando cada vez menos. A crise derrubou a taxa de poupança interna, o que dificulta o crescimento sustentável - sem inflação, juros mais altos ou valorização do câmbio. Se a situação não for revertida, o País terá de aumentar a dependência de capital externo em 2010 para voltar a investir.

No primeiro semestre, a participação da poupança doméstica no Produto Interno Bruto (PIB) caiu para 13%. São quatro pontos porcentuais a menos que os 17% de janeiro a junho de 2008 e o menor patamar nessa comparação desde 2000, conforme o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).

A queda ocorreu porque o consumo das famílias e os gastos do governo cresceram mais rápido que o resto da economia, enquanto os investimentos caíram de 19,7% do PIB para 14,7%. O consumo foi impulsionado por estímulos fiscais, como a redução do Imposto sobre Produtos Industrializados (IPI), e pela maior oferta de crédito dos bancos públicos.

Pelas estimativas da Corretora Convenção, a taxa de poupança deve terminar o ano em 14,4% do PIB, abaixo dos 16,9% de 2008. O economista-chefe Fernando Montero acredita em uma queda para cerca de 13,5% em 2010.

"Nada indica que vamos consumir menos com juros baixos, renovada confiança e mais crédito. Além disso, é um ano eleitoral, quando aumentam os gastos públicos", afirma.

A taxa de poupança é aquilo que o País produz, mas não consome. É importante manter um nível razoável de poupança para financiar os investimentos. Uma boa analogia pode ser feita com a agricultura: se vender toda a colheita, o produtor não terá sementes para plantar na safra seguinte.”

Fonte: jornal O Estado de S. Paulo.

Uma mudança inevitável

O jornal O Estado de São Paulo publica, nesta segunda-feira, 2, um tema que vai fazer parte da agenda nacional nos próximos anos, acredito que será um dos assuntos de pauta na próxima campanha eleitoral – a reforma da previdência social e a consequente mudança nos prazos-limites para aposentadoria.


"Elevar a idade mínima para aposentadoria é alternativa


A queda da taxa de poupança doméstica começa a preocupar o governo. O assunto circula entre os principais formuladores da política econômica, embora pouco tenha sido feito para cortar gastos ou reverter os fracos resultados das contas públicas.


O presidente do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES), Luciano Coutinho, foi o primeiro a levantar a bandeira. Mas figuras importantes no Ministério da Fazenda e no Banco Central também estudam o tema.


"A renda das famílias brasileiras está crescendo e vai aumentar mais. No entanto, é preciso elevar a fatia da poupança na renda", disse Coutinho ao Estado. Ele defende o aprofundamento de uma agenda de reformas sobre o assunto.


A primeira é o fortalecimento dos poupadores institucionais, como os fundos de pensão. Com aplicações de longo prazo, esses recursos são ideais para investir em infraestrutura.


Outro ponto importante é a reforma da Previdência. Graças ao aumento da expectativa de vida, a população recebe os benefícios por mais tempo, desequilibrando o sistema.


Pela constituição de 1998, as pessoas trabalham até os 53 anos. Mas, se viverem até os 85, não contribuirão tempo suficiente para custear esses benefícios. Elevar a idade mínima para a aposentadoria é uma maneira de aumentar a capacidade de poupança do sistema público de seguridade social.


O terceiro ponto da agenda é tornar o setor público mais eficiente, o que significa entregar mais serviços com os mesmos gastos. Coutinho explica que é importante que, sem prejudicar a qualidade dos serviços públicos, o gasto do governo cresça menos que o PIB.


Dessa maneira, os gastos do governo reduziriam a participação na economia, elevando o espaço para a poupança doméstica e o investimento. Em resumo: se o sistema público for mais eficiente, haverá mais dinheiro para investir.


Também seria importante que o governo estimulasse a população a poupar por prazos mais longos. Uma alternativa em estudo é oferecer melhor remuneração para as pessoas que deixarem seu dinheiro por mais tempo na caderneta de poupança ou em outras aplicações.”


Em sua origem, as aplicações na caderneta de poupança tinham prazo mais longo, entre seis meses a um ano. A mudança ajudaria a elevar os recursos disponíveis para o financiamento habitacional, reduzindo o déficit de moradias no País.


A discussão sobre a taxa de poupança ainda é apenas teórica no governo, que não dá sinais de reduzir os gastos em 2010, que é um ano eleitoral.” 

sexta-feira, 30 de outubro de 2009

Cidade paulista institui a Renda Básica de Cidadania


"Renda Básica de Cidadania ou Renda mínima  é uma quantia paga em dinheiro incondicionalmente a cada cidadão pertencente a uma determinada região. O valor é distribuído pelo poder público de forma igualitária, não importando o nível social ou disposição para o trabalho de quem recebe. A retribuição garante o direito inalienável de todos usufruírem de uma parte das riquezas produzidas na região. Os recursos podem ser captados de diversas formas: através da arrecadação de impostos, taxa sobre concessões de extração de recursos naturais, pela supressão de outros mecanismos de transferência de renda, loterias, entre outros." (Wikipédia)

Inspirado nessa conceituação e nas idéias do Senador Eduardo Suplicy, o município paulista de Santo Antonio do Pinhal tornou-se a primeira cidade brasileira a instituir a Renda Básica de Cidadania por iniciativa do prefeito José Augusto de Guarnieri Pereira (PT).


O programa que recebeu aprovação unânime dos nove vereadores da comunidade,  constitui-se no exemplo pioneiro da transição do programa Bolsa Família para a renda básica de cidadania.

O valor do benefício a ser pago a cada um dos 7.036 habitantes, residentes no município, está condicionado à disponibilidade orçamentária do Fundo Municipal de Renda Básica de Cidadania. O projeto de lei  estabelece que o benefício será implantado "por etapas", começando pelas camadas mais pobres da população.

O fundo será constituído de um percentual das receitas tributárias do município; de doações de pessoas físicas ou jurídicas, públicas ou privadas, nacionais ou internacionais; transferências realizadas por outros níveis do governo (Estado ou União); produtos de aplicação dos recursos disponíveis; e outros recursos.

Santo Antonio do Pinhal está localizada a 180 km da capital paulista, a 1.200 metros acima do nível do mar, na Serra da Mantiqueira, com um clima ameno de montanha o ano inteiro, na microrregião de Campos do Jordão, no Vale do Paraíba.


O município conta com 7.036 habitantes), dos quais 50% moram na área rural e 50% na área urbana. As principais atividades econômicas são o turismo e a agricultura. Além dos inúmeros estabelecimentos comerciais de serviços e de artesanato, também existem 53 pousadas com 1.200 leitos.

É a primeira vez que o projeto da vida do Senador Eduardo Suplicy será submetido a um verdadeiro teste. A iniciativa é ousada e deve merecer o respeito de todos nós, pois garantir um mínimo de renda para a sobrevivência digna das pessoas deve estar acima de qualquer divergência político-partidária.


Fonte: Blog do Josias de Souza

quinta-feira, 29 de outubro de 2009

Investimentos do governo do Estado em 2009 já são 87,2% superiores aos do ano passado

O déficit zero, buscado há anos e obtido na atual administração, não deve ser comprometido pelos ajustes necessários que o Estado está fazendo para compensar as quedas na receita. A afirmação foi feita pela governadora Yeda Crusius durante a reunião mensal da Junta de Coordenação Orçamentária e Financeira do Estado (Juncof), nesta quarta-feira (28), no Palácio Piratini.

A governadora ressaltou que o Estado, até setembro de 2009, registrou aumento de 87,2% no investimento em relação aos primeiros nove meses do ano passado. "Foram liberados mais de R$ 500 milhões em investimento e conseguimos uma redução de praticamente o mesmo valor no custeio, em relação ao que estava previsto no orçamento", disse Yeda ao analisar os dados apresentados pela Juncof.

De acordo com o secretário da Fazenda, Ricardo Englert, as secretarias têm participado ativamente dos processos, adequando os volumes de custeio à disponibilidade de recursos. "Caiu a receita, e o pessoal está trabalhando para diminuir o custeio e tentar preservar o investimento", observou Englert, ao sinalizar que o governo age para que se mantenha este comportamento até o final do ano e para preservar o equilíbrio.

Nos Programas Estruturantes do governo do Estado, o desempenho é ainda maior. Somados os gastos de custeio e os investimentos, já foram empenhados R$ 545 milhões, valor superior aos R$ 149 milhões do mesmo período do ano passado. "São 300% de acréscimo no desempenho, conquistado através de gestão, cortando onde se pode cortar e preservando os investimentos", afirmou Englert.

www.estado.rs.gov.br

segunda-feira, 26 de outubro de 2009

Câmaras de Vereadores devem criar novas vagas imediatamente

Do site Consultor Jurídico. A PEC dos Vereadores volta à pauta do STF:

O Plenário do Supremo Tribunal Federal analisa, na quinta-feira (29/10), o mérito da liminar em que a Procuradoria-Geral da República pede que a Emenda Constitucional 58 que criou 7 mil cargos de vereador em todo o país só tenha validade a partir das próximas eleições. A ministra Cármen Lúcia, em outubro, aceitou o pedido de liminar para suspender o dispositivo que diz que a emenda produz efeitos a partir do processo eleitoral de 2008. O Plenário vai decidir se mantém ou não a liminar.

Na Ação Direta de Inconstitucionalidade, o procurador-geral da República Roberto Gurgel afirma que, sem nenhuma justificativa, a alteração promove imensa interferência em eleições já encerradas, fazendo com que todos os municípios do país refaçam os cálculos dos quocientes eleitoral e partidário. Fato que, segundo ele, pode até fazer com que partidos que não obtiveram representantes anteriormente, consigam cadeiras.

A tese defendida pela Procuradoria-Geral da República não deve vingar, no entender de José Delgado, ministro aposentado do Superior Tribunal de Justiça. Em parecer, escrito antes da promulgação da Emenda, ele defende que os presidentes das Câmaras Municipais devem dar posse aos suplentes.

Segundo ele, as ADIs que questionassem a EC 58 não seriam aceitas, porque o seu texto não contém vícios e não atinge nenhuma das cláusulas pétreas da Constituição Federal. O parecer foi feito a pedido de dois suplentes de vereador, Mohamed Hassam Harati (suplente em Poá-SP) e José Márcio Maia (suplente em Maceió).

"No aspecto material, a PEC 336, de 2009, não altera a forma federativa de Estado; não impõe modificações no voto direto, secreto, universal e periódico; não impõe nenhuma modificação no postulado que cuida da separação dos Poderes; e não trata de direitos e garantias individuais. Não atinge, portanto, nenhuma das cláusulas pétreas consideradas no corpo da Constituição Federal”, escreveu.

Em relação à retroatividade de Emenda 58, José Delgado ressalta que a jurisprudência do Supremo Tribunal Federal é pacífica no sentido de reconhecer que as normas constitucionais têm retroatividade mínima. “Isto é, alcançam, de imediato, os efeitos futuros de atos praticados no passado”, explica e cita ao longo do parecer diversos precedentes do Supremo.

José Delgado faz questão de deixar claro que o processo eleitoral de 2008 “está findo, consumado, pelo que a aplicação retroativa da PEC em nada irá atingir a vontade do eleitor, nem prejudicar os objetivos partidários”. Na prática, a única alteração que ainda pode acontecer é a posse de suplentes. De acordo com a legislação anterior à própria Emenda Constitucional, os suplentes devem tomar posse quando houver a morte do titular, quando ele renunciar, for cassado ou quando o número de vagas aumentar, como é o caso.

O artigo 16 da Constituição Federal diz que a lei que alterar o processo eleitoral entrará em vigor na data de sua publicação, não se aplicando à eleição que ocorra até um ano da data de sua vigência. José Delgado, entretanto, afirma que a redefinição do número de vereadores não integra o processo eleitoral. Segundo ele, o próprio Tribunal Superior Eleitoral já se manifestou neste sentido, como por exemplo no RMS 2.062.

“O que o TSE não aceita é a alteração desse número no curso das eleições por produzir consequências não compatíveis com a segurança jurídica. Após ultimado o processo eleitoral, conhecendo-se os eleitos e os suplentes, a recomposição do número de vereadores em cada Câmara Municipal não afeta a segurança jurídica e não ofende aos direitos da cidadania, haja vista que esta, pelo seu voto, manifestou a sua vontade consagrando os eleitos e os suplentes”, defende.

A liminar

Ao aceitar o pedido de liminar, a ministra Cármen Lúcia observou que o município goiano de Bela Vista, com base no artigo 3º, I, da EC 58, empossou dois vereadores suplentes, o que justiçou a urgência do pedido. Segundo a relatora da ADI, se a retroação da emenda for considerada inconstitucional, desfazer essa decisão será complicado.

“Se nem certeza do passado o brasileiro pode ter, de que poderia ele se sentir seguro no direito?”, questionou. “A modificação do número de vagas em disputa para vereadores tem notória repercussão no sistema de representação proporcional”, disse a ministra.

Consultor Jurídico: www.conjur.com.br

domingo, 25 de outubro de 2009

Lei da Transição

A Federação das Associações dos Municípios do Rio Grande do Sul (Famurs), solicitou o apoio do Tribunal de Contas do Estado (TCE) e da Secretaria Estadual da Transparência, para a criação da lei da transição de mandatos municipais. Conforme o presidente da entidade, Marcus Vinícius Vieira de Almeida, a iniciativa tem por finalidade garantir o armazenamento de todos os documentos produzidos pelas prefeituras e câmaras de vereadores por sistema eletrônico, assim como o acesso público às informações.

Esta medida é oportuna, especialmente quando alguns gestores públicos demoram para descobrir que seus mandatos são finitos e que também terão de prestar contas ao TCE, do último exercício, já fora da administração.

Fonte: Jornal do Comércio