quinta-feira, 30 de dezembro de 2010

Longevidade: bom para os britânicos, nem tanto para a previdência!

O jornal O Estado de São Paulo, de hoje, 30, informa que o Departamento de Trabalho e Pensões da Grã-Bretanha, afirma que mais de cem milhões de seus habitantes, quase um quinto da população, vão chegar aos 100 anos de idade. Diz, ainda, que mais da metade desses futuros centenários tem hoje entre 16 e 50 anos. 
Segundo ministro das Pensões, Steve Webb, o aumento da expectativa de vida significa que muitos milhões de britânicos passarão um terço das suas vidas aposentados. Sendo necessário, portanto, reformar o sistema de aposentadoria, para torná-lo sustentável a longo prazo, garantindo que as pessoas possam receber uma pensão decente ao se aposentar, e ajudando milhões a economizar em uma pensão ligada a seu emprego.
Em outubro, o governo inglês anunciou que a idade de aposentadoria estatal iria aumentar para 66 anos até 2020 e que eliminaria os descontos de impostos dos 100 mil maiores salários de aposentados, em uma medida que visa reduzir um déficit recorde do orçamento. 


E o Brasil, o que está pensando sobre o assunto? O censo demográfico do IBGE indica crescimento da população idosa e da longevidade. Sabemos que a previdência pública apresenta déficits crescentes e achatamento dos valores percebidos pelos aposentados. Uma profunda reforma da previdência social é o grande desafio que os novos governos, estados e União, que assumem no próximo sábado, terão que enfrentar.

Um comentário:

Prof Ms João Paulo de Oliveira disse...

Prezado engenheiro Vulmar Leite!
Esta cruciante questão, que o Senhor trouxe à baila, me deixa inquieto sobremaneira, porque temos que considerar o viés micro e macro.
No viés micro fico numa enorme expectativa, porque a partir de 2013, cumprirei os requisitos básicos para o direito Constitucional de aposentadora integral de um dos cargos públicos que ocupo, recebendo a partir de então meus proventos integrais.
No viés macro não quereria estar na pele dos gestores previdenciários, onde a expectativa de vida dos benificiários da previdência aumenta significativamente. Se de um lado este é um fato auspicioso, do outro lado, vem a cruciante questão, de onde virão recursos para manter por um período maior do que o previsto os benefícios previdenciários?
Voltando ao viés micro, também não considero justo mudar as regras do jogo para aqueles que estão prestes para adquirir o direito de aposentadoria.
Como está em foco o Sistema Previdenciário dos domínios da Rainha Elizabeth II, lembrei do notável e inesquecível escritor William Shakespeare, que imortalizou a frase: "Ser ou não ser, eis a questão"!!!!...
Só me resta pedir ao Max os meus sais centuplicado!!!!!...
Calorosas saudações preocupadas!
Até breve...
João Paulo de Oliveira
Diadema-SP