sábado, 11 de dezembro de 2010

Meio Ambiente: enfim um acordo

Enfim os países membros da Nações Unidas chegaram a um acordo para adotar medidas mitigadoras de combate ao efeito estufa, segundo informa a Agência Reuters, neste sábado. É um passo importante para que se estabeleça uma nova ordem mundial, onde a preservação do meio ambiente seja prioridade e compromisso de todos os países. Leia abaixo:

Conferência sobre clima termina, medidas sobre clima alcançadas


CANCUN, México (Reuters) - Quase 200 países concordaram neste sábado em adotar medidas modestas para combater as mudanças climáticas, inclusive com a criação de um fundo para ajudar os países pobres, mas adiaram decisões mais difíceis sobre o corte das emissões de gases do efeito estufa, até o ano que vem.

O acordo inclui a criação do Fundo do Clima Verde para dar 100 bilhões de dólares por ano para ajudar os países pobres, até 2020, medidas para proteger as florestas tropicais e formas de compartilhar tecnologias de energia limpa.

Discutido incansavelmente numa maratona de negociações no balneário de Cancún, no México, o acordo também estabelece uma meta de limitar o aumento da temperatura média global para abaixo dos 2 graus Celsius, em relação a era pré-industrial.

Não houve, entretanto, um grande progresso importante na discussão sobre como estender o Protocolo de Kyoto, que obriga quase 40 países ricos a reduzir a emissão de gases do efeito estufa.

Também não ficou claro como os 100 bilhões de dólares por ano para o Fundo do Clima Verde serão levantados.

A primeira rodada de Kyoto vence em 2012, ele não inclui a China e os EUA - os dois maiores emissores de gases - e não há um consenso sobre se os países em desenvolvimento também devem ter metas obrigatórias para cortar a emissão de gases ou se os países ricos devem fazer mais, antes disso.

A principal sucesso em Cancún, depois de duas semanas de conversações, foi simplesmente evitar o colapso das negociações de mudanças climáticas, reforçar o apoio para uma transição para economias de baixo carbono e reconstruir a confiança entre países ricos e pobres sobre os desafios do aquecimento global.

Os principais participantes ficaram aliviados porque não houve uma repetição do fracasso amargo que aconteceu em Copenhague no ano passado, mas eles alertaram que ainda há um longo caminho a ser percorrido.

"O mais importante é que o processo multilateral recebeu uma injeção no braço, ele havia atingido seu nível mais baixo. Agora ele vai conseguir lutar mais um dia", Jairam Ramesh, Ministro do Meio Ambiente da Índia, disse à Reuters. "Ele ainda pode vir a falhar."

"Temos um caminho longo e desafiador à nossa frente. Se é possível fazê-lo num curto espaço de tempo, para chegar a um acordo com vínculos legais, eu não sei", disse a comissária da UE para assuntos do clima, Connie Hedegaard, sobre um acordo para depois de 2012.

Mercados de compensação de carbono que valem 20 bilhões de dólares dependem das cotas das emissões de Kyoto para fazer com que os países desenvolvidos paguem pelos cortes na emissão de gases do efeito estufa em países em desenvolvimento, como uma alternativa mais barata do que cortar suas próprias emissões de gases.

O acordo de Cancún vai depender desses mercados, dando-lhes algum apoio, apesar da dúvida sobre Kyoto.

O acordo alcançado no sábado não estabeleceu prazos firmes para acordo juridicamente vinculativo sobre Kyoto, e a próxima cúpula sobre o clima global será na África do Sul no final de 2011.

Um comentário:

Prof Ms João Paulo de Oliveira disse...

Prezado engenheiro Vulmar Leite!
Estou de acordo com a sua afirmação sobre o passo importante dado pelos membros da Nações Unidas, que anuiram atenuar as consequências nefastas do efeito estufa. Oxalá de fato as nações mais ricas deste maltratado e fascinante mundo que vivemos de fato mudem suas relações deletérias com o meio ambiente e finalmente se deem conta que precisam com celeridade ter um modo de vida harmonioso com o meio em que vivem para não desaparecem num futuro bem próximo.
Calorosas saudações ambientalistas!
Até breve...
João Paulo de Oliveira
Diadema-SP